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Por que guardar os seus dados (apenas) em CDs é uma péssima ideia

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Quando o CD chegou ao mercado, ele parecia o meio de armazenamento perfeito para muitos âmbitos, mas também para realizar cópias de segurança dos nossos dados, que ficariam protegidos por anos. Mas na prática, isso é algo bem diferente, e o tempo mostrou como essa era uma solução ruim para o armazenamento a longo prazo.

Depois da tragédia do 11 de setembro, um dos trabalhadores do Marco Zero chamado Jason Scott quis conservar aquele evento para sempre, registrando milhares de fotos que foram armazenadas em um CD-R. Ele mesmo se deu conta em como aquela decisão foi ruim, pois 18 anos depois, foi muito difícil ou praticamente impossível recuperar os dados desses discos, que se perderam (quase) totalmente.

 

 

Os CDs não duram para sempre

 

 

Se você quer armazenar dados por muito tempo, o CD é uma péssima escolha. O motivo é a deterioração que sofrem os discos, que acabam “apodrecendo”. Literalmente, com o surgimento de pequenas bolas brancas na superfície do disco, deixando os dados danificados.

Esse é um problema gigantesco para os colecionadores de filmes ou jogos nesse formato, e isso acontece tanto nos discos gravados como nos originais. Esse problema se soma a outros efeitos da deterioração, como por exemplo manchas escurecidas nas bordas que, com o tempo, ocupam todo o disco.

 

 

Onde armazenar dados a longo prazo

 

 

Também não pense nos DVDs como solução, pois algo semelhante acontece. Porém, os DVDs ainda contam com uma capa protetora mais resistente, o que garante uma maior longevidade.

Um correto armazenamento dos discos pode ajudar (evite ambientes úmidos e com elevadas temperaturas), mas o ideal mesmo é, para começar, realizar uma (ou várias) cópias de segurança em outros formatos.

Os discos rígidos tradicionais e as unidades SSD são boas opções. Até mesmo os pendrives são bem vindos. Alguns formatos específicos no armazenamento e backup podem ser considerados, como os M-DISC, que se baseiam no uso dos DVDs e discos Blu-ray, mas recebem várias capas protetoras adicionais.

Os dados armazenados em M-DISC podem ser armazenados por até 1000 anos, o que é algo otimista comparados com os CD-R, que contam com longevidade de 100 anos. Sem falar que esses discos podem ser gravados com gravadoras de DVD e Blu-ray de vários fabricantes. Talvez o problema aqui não seja tanto a durabilidade, já que as futuras gerações também contarão com o equipamento necessário para ler os dados.

O armazenamento online é outra opção. Amazon Glacier, Google Coldline, Microsoft Azure Archive e outros serviços contam com custos relativamente baixos e a teórica garantia de proteger e armazenar os dados durante muito tempo.

Mas nem tudo é perfeito no cloud. Vários usuários descobriram que esses serviços não são tão baratos nem eficientes como prometido, e as letras miúdas dos contratos podem acabar com a brincadeira.

No final das contas, a filosofia LOCKSS (Lots of Copies Keep Stuff Safe) deve ser lei para todos que se preocupam com os seus dados mais importantes. Coloque os ovos em diferentes cestas, pois se algo der errado, outros serviços conseguem manter nossos dados a salvo.


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