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Por que Elon Musk está tão obcecado com os bots do Twitter?

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Sim, eu sei. Entender o Elon Musk é algo confuso. Mais confuso ainda pode ser entender a obsessão dele pelos bots do Twitter. E, na verdade, nem é algo tão confuso assim. É até fácil de entender, quando alguém se dispõe a traduzir o tema.

Um bot nada mais é do que uma conta falsa que é controlada por um algoritmo. Ele pode ser utilizado para coisas benéficas, como automatizar tarefas e reduzir o tempo que um ser humano gastaria para gerenciar uma conta em uma rede social. Porém, na maioria dos casos, a ferramenta é utilizada para enganar, manipular, aplicar golpes e até crimes cibernéticos.

Só isso já explicaria essa preocupação de Musk na quantidade enorme de bots que o Twitter deve ter. Mas nada que envolva a vida do dono da Tesla (e da Starlink, e da SpaceX) pode ser algo tão simples que não possa ficar bem complicado.

 

 

 

Os bots se tornaram decisivos para Elon Musk comprar (ou não) o Twitter

Todas as redes sociais (sem exceção) contam com bots e contas falsas. E em uma grande quantidade. Porém, a grande maioria das plataformas esconde esses números por motivos bem óbvios.

O mais importante desses motivos: evitar a desvalorização do mercado.

Contra números não existem argumentos. E no caso das redes sociais, quanto mais inflado estiver o número de usuários, maior é o seu valor de mercado. Bom, pelo menos na teoria: quando alguém decide contar os bots, o seu valor pode desinflar rapidamente. Tal e como acontece com uma bexiga furada.

De forma oficial (e Musk contesta esses números), o Twitter conta hoje com 5% de contas falsas ou bots. Esses dados são estimados a cada trimestre pela própria empresa, e são baseados na análise de milhares de contas que são escolhidas ao azar.

O problema é que extrair essa porcentagem a partir da amostra de milhares em uma rede social que tem mais de 300 milhões de contas pode ser um erro grosseiro. Mas mais grosseiro ainda é você saber dessa porcentagem questionável e, ainda assim decidir comprar o Twitter… não é mesmo, Elon Musk?

O próprio Musk sabia muito bem que realizar a contagem de bots no Twitter era algo bem difícil de ser feito e, por conta disso, tentou desistir da compra. Mas o Twitter foi mais esperto que ele, liberando o acesso da API que revela todos os tweets e contas presentes na plataforma, mandando um “se vira aí para contar você mesmo…”, em uma tarefa que continua a ser humanamente impossível de ser cumprida, mas que esquiva a empresa da acusação de ocultar as informações do serviço antes do processo de compra ser concluído.

E, no final das contas, se Musk comprar mesmo o Twitter, dificilmente vai ter o número exato de bots presentes na rede social.

Agora, vamos olhar o assunto pelo outro lado da moeda…

 

 

 

O número de bots é algo tão importante assim?

Não deixa de ser um problema.

Vivemos a era das fake news, onde eleições inteiras podem ser manipuladas pela disseminação de notícias falsas. E os bots foram utilizados para essa prática que é considerada criminosa em países civilizados.

Além disso, os bots sempre foram utilizados para roubos de identidade, envio de spam, difamação de pessoas ou empresas, assédio, roubo de dados, ataques DDoS e vários outros crimes cibernéticos e civis.

E, apesar de todo o discurso voltado para uma liberdade plena de expressão no Twitter e sem qualquer tipo de censura, eu tenho quase certeza de que Elon Musk se preocupa (e muito) com os possíveis problemas judiciais que ele pode vir a ter se deixar os bots ativos no Twitter.

De acordo com empresas de análise independentes, é estimado que o Twitter possui entre 10% e 12% de contas falsas. Porém, os cálculos de Elon Musk apontam para 20%. Seja como for, ele pode eliminar todas essas contas tão logo coloque as mãos na rede social, o que tecnicamente resolve o problema de tantos usuários fantasmas dentro da plataforma.

Por outro lado, Musk pode muito bem agir em um movimento de tentativa de redução dos valores de compra do Twitter, ao perceber que o parquinho que ele deseja comprar é caro demais para o real valor agregado que ele possui nesse momento.

Então… a desistência de Musk na compra do Twitter… é uma ameaça real, ou apenas uma desculpa para sair do negócio?

Só o tempo vai dizer.


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