
Apple Fanboys e Samsung Fanboys, aceitem: a briga que vocês travaram ao longo de décadas foi uma estupidez sem sentido.
Quando as duas precisam se sentar na mesa para ganhar dinheiro, os conflitos ficam de lado rapidamente.
A relação entre Apple e Samsung ganhou um novo capítulo, revelando como a disputa no mercado de smartphones também pode abrir espaço para alianças inesperadas.
Segundo informações divulgadas por sites especializados, a Apple teria fechado um acordo exclusivo de três anos com a Samsung para garantir o fornecimento das telas dobráveis que equiparão o futuro iPhone Duo.
As duas empresas, que historicamente competem em várias frentes, agora dividem uma peça essencial de um produto que promete reposicionar a Apple no segmento dos dobráveis.
Esse movimento mostra como a tecnologia, às vezes, exige parcerias improváveis para avançar.
Por que a Apple escolheu a Samsung como parceira?

Porque a Samsung manja desse negócio chamado “smartphones com telas dobráveis e flexíveis”, um segmento que a Apple acabou de entrar.
A Samsung domina a produção de painéis OLED dobráveis, e teria estabelecido valores específicos para cada componente fornecido para a Apple.
O painel interno, responsável pela dobra principal do aparelho, custaria cerca de US$ 250 por unidade, enquanto a tela externa ficaria em torno de US$ 80.
São números altos, que refletem a complexidade envolvida na fabricação de displays capazes de resistir ao uso contínuo sem comprometer a qualidade visual.
Já Apple, quando decide jogar esse caminhão de dinheiro na cara da Samsung para ter as suas telas, deixa claro que está determinada a evitar os problemas que marcaram os primeiros dobráveis do mercado.
E não podemos culpar a Apple por isso.
A tela dos novos Galaxy Z Fold8 é muito elogiada lá fora, por entregar uma solução eficiente para o “desaparecimento” do vinco na tela.
E a Apple não pode se dar ao luxo de errar no aspecto que é considerado o mais importante para um dispositivo com esse formato.
Detalhes técnicos e escolhas da Apple

Os painéis escolhidos pertencem à linha OLED M16 da Samsung, que traz melhorias importantes em eficiência e durabilidade.
Uma das mudanças mais comentadas é o uso de material fosforescente azul no lugar do fluorescente tradicional, o que, segundo especialistas, aumenta o desempenho energético do display.
Essas informações vieram de fontes externas e não foram confirmadas oficialmente pela Apple, mas ajudam a entender por que a empresa estaria disposta a pagar valores tão altos por cada unidade.
A busca por qualidade parece ser o fio condutor dessa decisão da galera de Cupertino. E não por acaso, a tela interna do iPhone Duo é muito elogiada por quem já testou o telefone.
O painel interno do Duo teria uma construção mais elaborada, com camadas de vidro ultrafino e adesivos especiais que permitem o movimento suave da dobra.
A estrutura, descrita por analistas como semelhante ao virar de páginas, indica uma tentativa de tornar a experiência mais natural e menos suscetível a marcas permanentes no display.
Há também menção a uma camada superior com textura nano e maior resistência a riscos, algo que reforça o esforço para entregar um produto robusto.
Tudo bem, parte dessas informações venha de relatos de insiders. Mesmo assim, são detalhes que ajudam a compor o cenário técnico por trás do projeto.
O impacto no mercado, e o que esperar

O acordo exclusivo entre as duas gigantes devem influenciar diretamente o ritmo de produção e o posicionamento do iPhone Duo no mercado global.
Com a Samsung como fornecedora única, a Apple garante acesso a uma tecnologia madura, mas também se compromete com custos elevados que certamente impactarão o preço final do aparelho.
Esse tipo de parceria, apesar de incomum para os olhos dos meros mortais, pode sinalizar uma nova fase para os dobráveis, agora com mais atenção ao acabamento e à durabilidade.
O consumidor, por sua vez, deve esperar um produto que tenta equilibrar inovação e confiabilidade. E acima de tudo, com elevada qualidade final.
Já as demais marcas que lutem com isso.
Apple e Samsung se beneficiam com os lucros e com o avanço tecnológico direto nas telas de telefones dobráveis.
Huawei, OPPO, Xiaomi, Motorola e derivados deveriam olhar para tudo isso com o máximo de atenção, inclusive para procurar entender onde precisam avançar para não perder o bonde do mercado.
Todo mundo vai sair ganhando com isso de alguma forma.
Teremos telas melhores em smartphones dobráveis melhores.
O único inconveniente de tudo isso é que ainda vai levar um bom tempo para que esses dispositivos com design diferenciado estejam disponíveis em preços mais competitivos.
Anda mais com a crise das memórias, que ferrou com vários setores da tecnologia.
O geek pobre brasileiro sofre, vendo produtos maravilhosos custarem um rim e um pâncreas.
Via Wccftech
