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Por que apenas 1 em cada 10 celulares vendidos em 2020 tem 5G?

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Com exceção dos desinformados e dos negacionistas, a grande maioria das pessoas ditas normais sabem a essa altura do campeonato o que é o 5G, e muitos dentro dos grupos dos racionais são adeptos do mundo da tecnologia e, por consequência natural desse comportamento, estão esperando a chegada dessa nova proposta de conectividade.

A chegada do 5G fará com que vários dispositivos compatíveis com o formato estejam disponíveis no mercado. Eu mesmo já tenho um smartphone que pode utilizar a internet com essa nova geração de redes móveis (sou o feliz proprietário de um Poco F2 Pro). Porém, reconheço que os lançamentos de smartphones com essa característica técnica ainda não conquistaram os corações da maioria dos usuários.

Bom, pelo menos não a ponto de convencer as pessoas a fazer o investimento na compra de um telefone com 5G.

Por que isso está acontecendo? Onde foi que a indústria errou? Será que é cedo demais para investir nesse tipo de produto?

 

 

 

Por que o 5G ainda não triunfou?

 

A IDC realizou um estudo sobre o comportamento de vendas de smartphones no momento atual, e constatou que apenas 10% de todos os novos telefones que foram parar nas mãos dos usuários em 2020 contam com a conectividade 5G.

Os dados não são tão bons como muitos da indústria poderiam imaginar, considerando que a expansão do 5G ao redor do mundo é algo factível. Essa porcentagem poderia ser aceitável para um país como o Brasil, que começou a utilizar um 5G “fake” ou “wannabe”. Mas nos mercados da Europa e dos Estados Unidos, onde essa tecnologia de rede é uma realidade, são resultados muito abaixo do esperado e desejado.

E não ajuda muito as previsões que o mesmo IDC faz sobre as vendas futuras: é esperado que a porcentagem de dispositivos 5G vendidos ao redor do mundo passe de 10% em 2020 para apenas 24% em 2024.

Então… por que está dando errado?

O principal motivo para esse início lento e sem tração de vendas dos smartphones 5G é o mesmo que faz o mundo girar: o dinheiro.

O preço dos smartphones 5G ainda são elevados, e isso considerando que temos dispositivos de linha média e até de entrada com essa tecnologia de rede que já flertam com valores mais competitivo.

Os fabricantes até estão se esforçando em contornar a situação, já que alguns lançamentos dos últimos meses são bem mais acessíveis. Mesmo assim, o custo de desenvolvimento e a necessidade em implementar baterias maiores (já que a conectividade 5G tende a gastar mais), somado a outros fatores resultam na maior presença de dispositivos compatíveis com a nova geração de redes móveis no segmento de produtos que são mais caros e mais completos nas especificações técnicas.

Na prática, poucas pessoas ao redor do mundo testaram o 5G, que está disponível em vários países de forma limitada. E se as pessoas não contam com a chance de testar um smartphone com esse formato de rede, não existe um real estímulo para realizar o investimento em um novo dispositivo compatível com este formato de rede.

E não podemos deixar de fora dessa equação tudo o que aconteceu em 2020, que ficou bem longe de ser um ano fácil. Logo, trocar de smartphone não foi uma prioridade. O confinamento em massa resultou em quedas nas vendas e poucas ambições em investir em um dispositivo que é muito mais útil fora de casa do que dentro dela.

Que o 5G estará presente nos smartphones do futuro, isso é fato. As vendas de dispositivos com esta tecnologia de rede vão subir, e esse será o padrão da telefonia móvel nos próximos anos. Porém, nesse momento, não é o motivo pelo qual as pessoas vão se sentir motivadas a trocar de dispositivo.


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