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Por que a versão 100 dos principais navegadores web pode ser um grande problema?

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Chegar em um número centenário é, na grande maioria dos casos, algo positivo. Poucas coisas nessa vida conseguem chegar no número 100, e normalmente quando isso acontece, uma festa enorme vem junto com a marca. Mas não é bem o que acontece neste caso.

Três dos principais navegadores web mais populares do mercado, Chrome, Edge e Firefox, estão alcançando a versão 100 de suas respectivas versões de desenvolvimento. E isso pode significar uma enorme dor de cabeça para muitos sites de internet ao redor do planeta.

Neste post, vamos explicar melhor o que está acontecendo, além de mostrar como isso pode ser resolvido (ou pelo menos como estão tentando resolver).

 

 

 

Lembra do ‘bug do milênio’? Então…

Boa parte dos leitores do blog não testemunharam o que foi o ‘bug do milênio’, mas eu estava lá quando ele NÃO aconteceu.

No ‘bug do milênio’, muitos temiam que os computadores iriam ‘enlouquecer’ em 01/01/2000, uma vez que o sistema de datas era limitado a duas casas decimais para designar o ano em que estamos (exemplo: 01/01/00).

No final, nada de muito grave aconteceu, e sobrevivemos a essa ameaça tecnológica fictícia.

Aqui, está acontecendo algo parecido. Os principais navegadores web do mercado estão chegando nas suas respectivas versões 100, o que pode fazer com que algumas páginas de internet parem de funcionar.

O Google Chrome vai alcançar a versão 100 em 29 de março, o Microsoft Edge fará o mesmo na semana de 31 de março e o Mozilla Firefox celebra a marca em 3 de maio. E o problema neste caso está nos mecanismos de informação da versão User-Agent, que é o que faz os servidores das páginas web identificar os navegadores.

O User-Agent pode ter dificuldades para reconhecer três dígitos de versão, ou ter problemas práticos e reais quando o identificador chegar ao hipotético ’00’ de versão.

 

 

 

Existe solução para o problema?

Antes de oferecer uma resposta para a pergunta acima, é preciso colocar o problema em um contexto mais prático.

Por exemplo, quem usa o Mozilla Firefox tem que entender que a cadeia de texto que o navegador indica para os servidores é a seguinte:

“Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64; rv:97.0) Gecko/20100101 Firefox/97.0”.

No meio dessa informação, tem a parte final, que é a que nos interessa, pois indica que esta é a versão 97.0 do Firefox. Na versão 100, essa indicação vai se transformar no User-Agent em “Firefox/100.0”.

O grande problema neste caso é que algumas páginas e serviços web não estão prontos para interpretar versões de software indicados com três dígitos. Na prática, essas plataformas vão entender que este é o Firefox 10, e não o Firefox 100.

Ou seja, muito provavelmente boa parte dos sites vão parar de funcionar com este navegador.

Por outro lado, os desenvolvedores web utilizam diferentes técnicas para analisar a cadeia de texto User-Agent, o que pode limitar a magnitude do problema.

É óbvio que os desenvolvedores dos respectivos navegadores estão trabalhando no assunto. A Mozilla vai incluir um mecanismo que fará com que o site identifique o navegador como Firefox 99 nesses casos, além de oferecer uma solução avançada para congelar a versão do navegador.

O Google Chrome também vai congelar a versão do software, e os usuários podem recorrer ao comando chrome://flags para indicar essa versão aos servidores que estão em uma versão inferior e não compatível.

Mas estamos esperando por uma solução mais permanente para o problema. Caso contrário, no futuro, os navegadores vão evoluir e os servidores, não. E isso pode resultar em problemas ainda maiores.


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