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Por que a Geração Z não diz “alo” ao telefone

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Está acontecendo uma mudança de comportamento no atendimento telefônico, e muitos não estão se dando conta disso.

Jovens da Geração Z frequentemente atendem ligações sem usar cumprimentos tradicionais como “alô”, “oi” ou “quem é?”. O silêncio inicial é parte de uma mudança de hábitos que, por incrível que pareça, faz todo o sentido do mundo.

Chegou a hora de você deixar de ser arrogante a aprender algo de útil com as novas gerações, já que existem pelo menos dois motivos bem relevantes para que a mudança na forma de atender a uma chamada telefônica aconteça.

 

Defesa contra spam e fraudes

Muitos GenZ evitam cumprimentos porque operadores de telemarketing e robôs costumam iniciar suas falas apenas após ouvirem algo como “alô”, pois já entendem que podem cair em fraudes se responderem de forma afirmativa ou positiva logo de cara.

Ao ficarem em silêncio, os jovens conseguem identificar se há uma pessoa real do outro lado da linha. E essa é uma prática que todo mundo deveria adotar, independentemente da idade.

Além disso, os jovens evitam que suas vozes sejam gravadas para possíveis clonagens com esse método, estabelecendo mais uma camada de segurança para a sua linha telefônica e, por tabela, para a sua identidade na internet.

Nem preciso dizer que, na era da inteligência artificial, dá para colocar o que você não disse na sua boca em poucos segundos.

 

Expectativa de quem liga iniciar a conversa

Os jovens consideram que, se você fez a ligação, a responsabilidade de iniciar a conversa é sua. O que faz todo o sentido, pois quem tem o senso de urgência em conversar é a pessoa que realizou a ligação.

Para outras gerações, isso pode parecer indelicado, mas reflete uma visão prática e direta da comunicação. E essa é uma mudança de comportamento muito mais útil do que acreditar cegamente em fake news.

Millennials, por exemplo, cresceram em uma era em que os telefones fixos eram comuns e os hábitos incluíam horários apropriados para ligações e maior formalidade no atendimento.

Para a Geração Z, essas convenções não fazem mais sentido.

 

Um tema que vale a pena ser discutido

Um post no X (antigo Twitter), feito por um profissional de RH, relatando a ausência de respostas verbais em ligações com jovens, ultrapassou 20 milhões de visualizações e recebeu apoio de membros da própria Geração Z.

Em muitos casos, o efeito colateral pode ser uma comunicação travada ou até mesmo inexistente, já que a pessoa que recebe a ligação não vai se dar ao trabalho de responder a chamada.

Em contrapartida, quem telefonou pode muito bem entender que a outra pessoa não está disponível ou não tem o real interesse em estabelecer essa conversa. O que pode arruinar algumas oportunidades de emprego e namoro por aí.

O Business Insider e a NordVPN sugerem o uso de saudações neutras e impessoais como forma de se proteger contra golpes e evitar a ativação de assistentes automatizados. O que acho justo e necessário para os dias de hoje.

Tente esperar alguns segundos pela manifestação da pessoa do outro lado da linha. Só para não ter a sua voz clonada.

Entendo que vale a pena ter essa boa dose de cautela na vida.


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