Compartilhe

A luta para combater a expansão da pandemia do coronavírus continua, e a tecnologia é uma das armas mais importantes para vencer essa guerra. E alguns países estão tomando decisões extremas e até polêmicas para estabelecer um controle maior dos focos de infecção.

O governo da Espanha foi mais um que optou pelo rastreamento dos telefones móveis dos cidadãos para estabelecer um maior controle na luta contra o coronavírus em diferentes frentes. As principais operadoras do país vão colaborar com a iniciativa, que tem como principal objetivo inicial estudar as possíveis vias de dispersão do vírus, para assim definir um modelo para prevenção do contágio que seja eficiente, em função dos movimentos da população.

Vários países estão adotando o isolamento social como medida para evitar o avanço do COVID-19 entre a população. Por mais que algumas pessoas entendam que a melhor solução é o isolamento vertical (onde apenas os idosos e os imunodeficientes deveriam ficar isolados, e o restante da população que, em teoria, não teriam problemas em contrair o coronavírus), a única verdade (baseado no que a ciência e a medicina afirmam, e essa é a única verdade que deve ser ouvida nesse momento) é que o tal isolamento vertical simplesmente não existe, e não tem nenhum estudo na literatura médica que apoie que esse método funciona para o combate de um vírus em pandemia.

Mesmo assim, temendo que esses inconsequentes acabem saindo pelas ruas, alguns países estão adotando o monitoramento dos usuários através das redes de telefonia móvel celular, mediante geolocalização. Um aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde desses países vai permitir que o usuário faça uma auto-avaliação, baseado nos sintomas médicos que ele responder em um questionário. E a partir dessas respostas, o app não só oferece conselhos práticos e recomendações de ações para cuidados de sua saúde, mas também pode indicar que aquele usuário é um caso suspeito, e a partir daí seus movimentos são monitorados.

 

 

 

Geolocalização com dados anônimos e agregados

 

 

Aqui, algumas questões são levantadas por um grupo considerável de usuários. O primeiro (e o mais óbvio) é a suposta violação de privacidade. Mas como estamos em estado de calamidade pública, e é muito difícil contar com o bom senso de muitas pessoas, uma das soluções mais eficientes para manter os irresponsáveis na linha é monitorar os seus movimentos, para tentar identificar se um caso suspeito violou o tal isolamento social.

Outra questão importante é uma eventual punição para os casos suspeitos que violarem uma eventual ordem de isolamento total ou lockdown. Também é questionado se esse tipo de aplicativo só existe mesmo para facilitar o monitoramento da expansão do coronavírus, com os dados coletados dos usuários ficando completamente anônimos.

 

 

No Brasil, a cidade de Recife (Pernambuco) tomou uma medida semelhante, e decidiu monitorar os mais de 700 mil habitantes da cidade para adotar as ações de combate à pandemia com maior eficiência e baseado no deslocamento das pessoas.

Seja como for, a tendência é que o monitoramento através dos smartphones tende a se tornar uma tendência para vários países do planeta, pois é fundamental que seja feito um controle maior desse deslocamento das pessoas nesse momento inicial da expansão do vírus. Pode parecer uma medida extrema e invasiva, mas diante de uma tragédia sanitária sem precedentes para os tempos modernos, são medidas irremediavelmente necessárias.


Compartilhe