
O POCO F7 Ultra chega com especificações de ponta com preço agressivo, e não temos dúvidas de que o smartphone é uma das melhores relações custo-benefício do mercado. Mas até ele esbarra em decisões que podem frustrar usuários mais exigentes.
Não existe produto de tecnologia que pode ser considerado como perfeito, e o POCO F7 Ultra não é uma exceção. E, independentemente dos pontos a serem levantados neste artigo, ele não deixa de ser um dos smartphones que certamente estarão na lista dos melhores do ano quando 2025 chegar ao fim.
Porém, é meu dever alertar que nem todos se sentirão contemplados por ele, e os cinco motivos que serão apresentados neste artigo podem desestimular a compra do POCO F7 Ultra por parte dos mais exigentes.
Limitado a 512 GB de armazenamento

A ausência de suporte para expansão de memória é um dos principais pontos negativos, por incrível que pareça. Afinal de contas, o POCO F7 Ultra possui espaço interno de sobra para atender à grande maioria dos usuários.
Porém…
Embora os 512 GB internos sejam generosos, quem grava vídeos em 8K, armazena grandes bibliotecas de mídia ou usa o celular para trabalho pode sentir falta da flexibilidade de um microSD.
Para um topo de linha com câmeras avançadas, essa limitação pode se tornar um gargalo com o tempo. Não podemos nos esquecer que um dispositivo como esse é pensado também nos profissionais de fotografia e vídeo, e 512 GB podem ser insuficientes para os profissionais dos dois segmentos, que podem querer utilizar o telefone para trabalhos mais avançados.
Ele vai receber muitas atualizações?

No software, o POCO F7 Ultra estreia com Android 15 e HyperOS 2, mas a política de atualizações da Xiaomi gera preocupações.
Historicamente, a marca não garante suporte tão longevo quanto Google ou Samsung. Além disso, a presença de uma interface customizada pode atrasar a liberação de novas versões do sistema e patches de segurança, impactando a longevidade do dispositivo.
Para quem deseja um suporte mais ágil do Android nas atualizações, ou abraça a paciência com o POCO F7 Ultra, ou procure outro smartphone para chamar de seu.
HyperOS lotado de bloatwares
A experiência do usuário também pode sofrer com fatores como bloatware e anúncios embutidos no HyperOS, algo comum em interfaces da Xiaomi. Essas adições desnecessárias ocupam espaço e podem comprometer a fluidez do sistema.
Além disso, bugs e problemas de otimização em interfaces customizadas são comuns, principalmente nos primeiros meses após o lançamento do dispositivo.
Quem já teve um smartphone da Xiaomi sabe muito bem como é lidar com os aplicativos indesejados ou não solicitados no software, e lidar com isso significa quedas de desempenho e outras dores de cabeça.
Logo, vale a penas pensar algumas vezes antes de comprar o POCO F7 Ultra se você dá muita importância para esse aspecto.
Um design que pode incomodar a alguns

No design, o peso de 212 gramas, embora aceitável, pode incomodar quem busca um aparelho mais leve para uso prolongado. E levando em consideração a sua tela de 6.67 polegadas, isso deve ser levado em consideração.
Existe um ponto que pode aliviar a questão, que é a sua espessura abaixo das 9 polegadas, o que indica que o POCO F7 Ultra não é tão volumoso quanto alguns dos seus concorrentes.
Por outro lado, imagine carregar esse smartphone no bolso da calça o tempo todo, ou na bolsa durante uma jornada de trabalho. Sei que cada caso é um caso, mas alguns certamente vão se incomodar com isso.
O custo-benefício é relativo

O preço inicial sugerido de R$ 5.190 (importado via Amazon – sem impostos) coloca o POCO F7 Ultra em uma faixa extremamente competitiva. Nessa categoria, ele disputa espaço com modelos premium da Samsung, Apple e Google, que oferecem não apenas hardware poderoso, mas também ecossistemas mais refinados, software otimizado e maior valor de revenda.
O único problema é que você terá que pagar 92% de impostos para receber o produto por aqui, o que simplesmente acaba com essa relação custo-benefício do dispositivo.
Lembrando sempre que a DL Eletrônicos ainda pode lançar o POCO F7 Ultra no Brasil de forma oficial, mas jamais o produto vai chegar por aqui pelo mesmo preço oferecido no mercado internacional.
No fim, o preço elevado pode não compensar as concessões feitas, tornando sua aquisição uma aposta arriscada.

