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O Poco F2 Pro é uma realidade, e chega para efetivamente substituir o Pocophone F1, lançado em 2018. Muito tempo passou entre os dois lançamentos, e esse comparativo pode parecer até injusto. Mas é importante observar na prática como foi a evolução até aqui, principalmente na proposta geral, que continua buscando a melhor relação custo-benefício possível.

Naturalmente, o Poco F2 Pro é 300 euros mais caro que o Pocophone F1, mas o novo modelo se aprocima muito mais dos modelos premium lançados em 2020, mas custando muito menos que esses dispositivos bem mais caros. Ou seja, a Xiaomi (que é a responsável pela Poco) ainda tenta oferecer uma alternativa mais interessante para os bolsos mais econômicos, pois está ciente que os seus modelos top de linha já custam o mesmo que a concorrência.

Na proposta geral, o salto do Poco F2 Pro é ainda mais expressivo quando decide incluir tecnologias como câmera quádrupla, câmera frontal pop-up e 5G, itens que normalmente estão presentes em dispositivos mais caros.

Agora, vamos identificar melhor essas diferenças.

 

 

 

Novas tecnologias e necessidades

 

 

A Poco evoluiu e mudou a sua estratégia de mercado. E o maior abismo entre o Pocophone F1 e o Poco F2 Pro estão nas novas tecnologias e necessidades dos usuários.

Para começar, a era do streaming é um dos motivos para o Poco F2 Pro contar com uma tela AMOLED de 6.67 polegadas (2400 x 1080 pixels), entregando assim uma tela de 92.7% de frontal com a ajuda de uma câmera pop-up. Abaixo da tela também encontramos o leitor de digitais.

O novo processador Snapdragon 865 entrega também o 5G e o WiFi 6, além de um desempenho perfeito para as tarefas mais complexas e o consumo de videogames no smartphone. A taxa de resposta da tela também ajuda na missão dos jogos, pois conta com nada menos que 180 Hz de taxa de amostragem.

 

 

O sistema de refrigeração também foi melhorado, com a tecnologia LiquidCool 2.0, com 10 sensores de temperatura ao longo do dispositivo para uma refrigeração via câmera de vapor com um tamanho impressionante (para um smartphone).

Sua bateria de 4.700 mAh pode entregar até dois dias de autonomia de uso, e a sua recarga rápida de 30W pode não ser a mais potente do mercado, mas recarrega 100% da bateria em apenas 63 minutos (o Pocophone F1 leva 1h40 para carregar 4.000 mAh que dura um dia).

Além do 5G e WiFi 6, o modelo ainda recebe o Bluetooth 5.0 e o NFC, onde esse último ficou de fora do F1. E tudo isso, sem abrir mão do conector para fones de ouvido.

 

 

 

A fotografia é o centro das atenções

 

 

Aqui, é fácil identificar as diferenças entre o Pocophone F1 e o Poco F2 Pro. São quatro sensores do segundo contra dois do primeiro. Porém, o sensores novos são maiores e melhores, entregando fotos com maior nitidez e luminosidade nas cenas mais apagadas.

O Poco F2 Pro conta com o sensor principal (com Pixel Binning), acompanhado de grande angular, telefoto e macro (essa última prometendo transformar o smartphone em um microscópio, capturando detalhes minúsculos).

Também foi melhorado os sistemas de inteligência artificial para melhorar ainda mais as fotos, desfocando o fundo no efeito bokeh ou entregando mais luz nas fotos noturnas.

A gravação de vídeo também está melhorada, com a chegada do 8K, da câmera lenta e vídeos em selfie mais iluminados.

 

 

Conclusão

 

 

Vamos ver se o Poco F2 Pro consegue quebrar a banca do mercado. Com preços sugeridos de 499 euros (6 GB RAM + 128 GB e 599 euros (8 GB RAM + 256 GB), o modelo pode repetir o sucesso do Pocophone F1 e se tornar rapidamente um dos telefones mais interessantes de 2020 para quem quer economizar uma boa grana na compra de um dispositivo que não deixa a desejar em relação aos modelos mais badalados do ano.


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