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Em 3 de dezembro de 1994, a Sony começava a fazer história com o PlayStation, um console de videogame que se transformou em referência indiscutível da história do setor.

Para comemorar os 25 anos de lançamento do console e, ao mesmo tempo, constatar toda a evolução tecnológica do mundo dos games, o pessoal do iFixit teve a oportunidade de desmontar o videogame lendário e conhecer as suas entranhas.

 

 

Desmontando 25 anos de história

 

 

O PlayStation tem um conceito mais próprio de uma era onde a informática e a eletrônica de consumo facilitava (e muito) a vida do usuário na hora de abrir os produtos adquiridos. Bastava uma simples chave de fenda e uma ferramenta de plástico como alavanca para abrir a carcaça do videogame sem causar danos, acessando assim o interior do produto de forma simples e indolor.

O interior mostra como as coisas estavam no mundo dos videogames em 1994. Na época, os fabricantes não queriam os componentes mais populares, e abraçavam a arquitetura x86 que dominava o mundo dos PCs e notebooks.

A CPU R3000 foi desenvolvida pela MIPS e é de 32 bits com clock de 34 MHz (apenas como comparativo: o PS4 Pro conta com um processador de 2.130 MHz), enquanto que a GPU veio da Toshiba, que foi evoluindo com o passar do tempo para entregar uma maior potência gráfica. Os 2 MB de DRAM estão divididos em quatro módulos de 512 KB.

 

 

O salto futuro para a arquitetura x86-64 facilitou a vida dos desenvolvedores, e ajudou a transformar o PlayStation 2 no console mais vendido da história (150 milhões de unidades). O PlayStation original vendeu 104.3 milhões de unidades ao redor do mundo.

 

 

Um console simplesmente maravilhoso

Quando o PlayStation nasceu, não existia o jogo online. E esse console foi um dos últimos a vencer sem precisar se conectar na internet, o que torna o seu mérito muito maior.

Sua unidade ótica de CD (com velocidade de 2x) e a seleção de portas é algo bem chamativo nos dias de hoje. O modelo japonês contava com uma porta S-Video, enquanto que o modelo internacional incluía portas RCA de vídeo composto e um conector AV Multi, o que permitia a conexão do console em diferentes televisores. Lembrando que o padrão HDMI só começou a ser utilizado em 2003 e apenas em 2006 o PlayStation 3 recebeu essa porta.

 

 

O iFixit também destacou a fonte de alimentação interna ocupando 20% do espaço no chassi, mas ainda assim este é um feito para a tecnologia da época: pensem em todos os componentes integrados em um console sem refrigeração ativa, e logo constatamos que tudo isso é algo simplesmente impressionante para 1994.

Os slots de Memory Card para salvar os jogos também eram surpreendentes, mostrando como a Sony daquela época já gostava de formatos de armazenamento proprietários.

 

 

Várias ideias do PlayStation original foram abandonadas, como a arquitetura não padrão para CPU e GPU, e com o tempo recebemos consoles mais potentes com soluções mais eficientes.

A forma em como jogamos também mudou bastante: hoje, é inconcebível games sem o modo multiplayer, e a conectividade à internet virou parte integrante de consoles que exploraram novos limites visuais e de realismo.

A Sony tem motivos de sobra para se orgulhar dos 25 anos do PlayStation original. Este produto cravou o nome dos japoneses na história dos videogames, e com toda a justiça do mundo.

 

 

Via iFixit


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