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Pixel Fold chamou o Z Fold para a briga

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A Google finalmente estreou no mundo dos smartphones dobráveis.

O Pixel Fold foi oficialmente apresentado, e tem uma missão clara nessa vida (além de aumentar a dependência dos humanos em relação ao Google): chamar a linha Z Fold da Samsung para a briga, em um octógono metafórico construído na tendência de aumento de vendas de telefones dobráveis.

Pelo visto, muitos estão dispostos a pagar para dobrar o smartphone para guardar no bolso, ou para ter um tablet pequeno nas mãos quando quiser.

Vamos então entender se o Google Pixel Fold pode ou não dar umas porradas na Samsung, ou se é mais um cachorro shiba inu que a galera de Mountain View colocou para latir de forma chata perto da gente.

 

Design é tudo no segmento de dobráveis

O Google promete que o Pixel Fold é um smartphone dobrável fino, elegante e com a melhor câmera do mercado. E eu bem sei como essa empresa às vezes promete mundos e fundos, e não entrega nem uma quitinete de 25 metros quadrados.

Os usuários despejados do Google Stadia sabem muito bem do que eu estou falando.

De qualquer forma, o Pixel Fold aposta nas dimensões reduzidas nos dois formatos para conquistar corações e bolsos alheios: desdobrado, ele tem um formato no padrão 6:5, medindo menos de 6 milímetros na espessura. Quando dobrado, ele vai ocupar 12.1 mm dentro do seu bolso.

Pode parecer muito, mas é menos que a espessura do Z Fold4 dobrado. Ainda assim, consegue ser mais grosso que o Huawei Mate X3. E isso é apenas para você ter uma ideia do “promete mundos e fundos” que mencionei um pouco antes.

A tela interna é uma OLED de 7.6 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz e 1.200 nits de brilho. Já a externa tem 5.8 polegadas, também é em OLED, também possui 120 Hz e sua resolução é FullHD+.

E é claro que um dispositivo como esse tem que prometer ser um pouco mais resistente que um Galaxy S23 Ultra de R$ 8 mil qualquer, recebendo o cristal Gorilla Glass Victus, resistência IPX8 e alumínio nas bordas.

Ou seja, ele deve aguentar um pouco mais a sua descoordenação motora. Em teoria.

 

Tem que ser potente e seguro

O Pixel Fold recebe o processador Google Tensor G2, que não é tão potente quanto o Snapdragon 8 Gen 2 da Qualcomm, mas dá para o gasto para a maioria das tarefas diárias.

Esse chip conta com a função Personal AI, que nada mais é do que um conjunto de ferramentas que aproveitam a Inteligência Artificial para realizar sugestões para otimizar a usabilidade no telefone.

Traduzindo: mais um dispositivo que vai escravizar a raça humana no futuro.

Para evitar que esse telefone entregue os seus dados para os russos, ele possui o chip de segurança Titan M2. Mas.. tenta não sair clicando em qualquer link que você recebe no WhatsApp, tá? Só pra garantir…

Na bateria, o Pixel Fold (que tem uma tela interna grande e uma externa generosa, e é sempre importante lembrar isso) tem uma bateria de 4.821 mAh que, segundo a Google, entrega “mais de 24 horas de autonomia” e até 72 horas no modo externo.

E eu estou me segurando para não berrar um “EU DUVIDO” bem alto, pois tenho vizinhos de prédio com ouvidos sensíveis.

 

Aplicativos adaptados

O Pixel Fold contará com mais de 50 aplicativos do Google otimizados para as telas grandes no Android 13 que chega com o dispositivo (que será atualizado para o Android 14 em breve).

É o mínimo que se pede de um telefone com uma tela desse tamanho, pois a pior coisa que você pode ter é um aplicativo trabalhando todo bugado porque não foi preparado para o dispositivo do usuário.

Onde será que eu já vi isso. Hein? #ironia

 

Fotografia com selo Pixel

Esse aqui é o principal diferencial do Pixel Fold. E tem que ser, pois o Google prometeu que esse é “o telefone dobrável com a melhor câmera do mercado”, lembra?

Eu escrevi isso no começo do artigo. Não prestou atenção?

Esse telefone dobrável conta com uma câmera traseira tripla com um sensor principal de 48 megapixels com abertura f/1.7, respaldada pela tecnologia de fotografia computacional do Google e recebendo recursos como Super Rez Zoom e zoom misto de até 20x.

Ou seja, dá para esperar que o resultado final dessas fotos seja, no mínimo, tão impressionante quanto aquele entregue pelos telefones Pixel sem a dobradiça na tela.

Menos que isso, e teremos quebra-quebra em Mountain View.

 

Quanto custa a brincadeira?

 

O Google Pixel Fold tem preço sugerido nos Estados Unidos de US$ 1.799, e inclui seis meses do Google One no plano com 2 TB de armazenamento na nuvem, além de 3 meses do YouTube Premium de graça. Os compradores da pré-venda levam de brinde um Pixel Watch.

E você já deve saber disso, mas… só para informar aos desavisados… o Brasil não deve receber o Pixel Fold de forma oficial, pois o Google nunca se deu ao trabalho de lançar nenhum telefone da linha Pixel no Brasil.

Lidem com isso.

https://www.youtube.com/watch?v=9wobcM-WPQk&pp=ygUKcGl4ZWwgZm9sZA%3D%3D


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