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O mercado brasileiro recebeu novos smartphones de entrada. Porém, será que preço reduzido é o suficiente para afirmar que um produto pode ser considerado como “bom”? Em muitos casos, os fabricantes oferecem telefones de baixo custo, mas com especificações tão básicas, que eles se tornam verdadeiros imprestáveis nas mãos dos usuários.

Pois bem, vamos ver se a Philco conseguiu evitar esse efeito indesejado com os seus dois novos smartphones acessíveis, com os modelos Hit Plus e Hit Max. Os dois modelos foram recém apresentados no Brasil, e chegam para brigar com marcas mais badaladas do setor com dispositivos com preços acessíveis e especificações básicas para os usuários com orçamento mais curto.

Vamos tentar identificar nesse post quais foram as melhorias que a Philco adicionou nos dois novos modelos em relação ao primeiro smartphone Hit apresentado em maio. E, principalmente: descobrir se ele conseguem ir um pouco além de serem telefones baratinhos.

 

 

 

Philco Hit Plus

 

 

É o modelo mais básico dos dois, e é uma espécie de atualização do Hit. Sua tela de 6 polegadas (HD+) tem um notch em forma de gota para receber a câmera frontal de 8 MP. Na parte traseira, são duas câmeras de 12 MP.

Seu processador cota-core A55 de 1.6 GHz + 1.2 GHz não teve o seu fabricante revelado, o que não é um bom sinal. São 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento (expansíveis via microSD), o que é o básico para a sua categoria técnica.

O Philco Hit Plus tem preço sugerido de R$ 999. Teoricamente, ele está no mesmo nível que muitos dos seus concorrentes de preço, e é melhor do que qualquer smartphone com Android Go vendido no Brasil. Mas a gente poderia saber qual é o fabricante desse processador, não é mesmo?

 

 

 

Philco Hit Max

 

 

Sabe qual é o principal diferencial do Hit Max para o Hit Plus? A capacidade de armazenamento. E só.

O Hit Max conta com 128 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de 128 GB), além de duas novas opções de cores, a Space Gray (cinza) e Rose Gold (rosa). No resto, é IGUALZINHO ao Hit Plus, recebendo também o desbloqueio por reconhecimento facial, leitor de impressões digitais na parte traseira e o Android 10 pré-instalado.

O Philco Hit Max tem preço sugerido de R$ 1.499. E então, eu pergunto ao amigo leitor: vale a pena pagar R$ 500 a mais apenas para ter o dobro de capacidade de armazenamento, sem contar com diferenças reais nas funcionalidades e recursos técnicos em relação ao modelo mais barato?

É ÓBVIO QUE NÃO!

 

 

 

Valem a pena?

 

Sinceramente, tenho sérias dúvidas sobre isso. Talvez a Philco poderia oferecer preços um pouco mais competitivos para os dois modelos (especialmente para o segundo, que conta com uma diferença de preço de consideráveis R$ 500 para o primeiro modelo), mas compreendo que a realidade de momento no mercado de smartphones no Brasil é essa que estamos vendo.

Eu não consigo ver um diferencial relevante que justifique a compra de qualquer um dos dois modelos. O Philco Hit Plus e Hit Max basicamente existem como alternativas aos smartphones de outros fabricantes, mas muito provavelmente os usuários vão olhar para o lado e pensar: “Xiaomi, Redmi, Samsung, Motorola e até a LG oferecendo modelos mais interessantes com preços semelhantes… ou a Philco?”.

Não me entendam mal, mas… ambos precisavam apresentar algo a mais do que isso.

 

 

 

Philco Hit Plus: especificações técnicas

 

Tela: 6 polegadas, HD+, IPS
Processador: octa-core A55, 1,6 GHz + 1,2 GHz
RAM: 4 GB
Armazenamento interno: 64 GB + microSD de até 128 GB
Câmera frontal: 8 megapixels
Câmeras traseiras: 12 megapixels + 12 megapixels
Bateria: 4.000 mAh
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth 4.2
Android: 10
Mais: leitor de impressões digitais e reconhecimento facial

 

 

 

Philco Hit Max: especificações técnicas

 

Tela: 6 polegadas, HD+, IPS
Processador: octa-core A55, 1,6 GHz + 1,2 GHz
RAM: 4 GB
Armazenamento interno: 128 GB + microSD de para mais 128 GB
Câmera frontal: 8 megapixels
Câmeras traseiras: 12 megapixels + 12 megapixels
Bateria: 4.000 mAh
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth 4.2
Android: 10
Mais: leitor de impressões digitais e reconhecimento facial

 

 

Via Tecnoblog


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