Goste você ou não, a tendência do crescimento das telas de smartphones é uma realidade. Os números mostram o que o mercado quer, e será difícil para os fabricantes tentarem o contrário.

Vários estudos comprovam que usuários com smartphones com telas de 6 polegadas usam o dobro de aplicativos que os usuários com dispositivos de 5.5 polegadas, e contam com 625 mais chances de rodar jogos nos dispositivos, além do dobro de chances de assistirem vídeos todos os dias.

Faz sentido. Isso explica porque a Apple abandonou a ideia de “tamanho perfeito de tela” com as ridículas 3.5 polegadas. O iPhone está cada vez maior não apenas para manter o nível de vendas, mas também para impulsionar as vendas de aplicativos no dispositivo, via Apple Store.

Os novos iPhones devem contar com as maiores telas da história, com 5.8 polegadas (iPhone XS), 6.1 polegadas (iPhone LCD) e 6.5 polegadas (iPhone XS Max), com todos os modelos com telas full-screen, no estilo do iPhone X.

 

 

O novo iPhone da nova geração pode ser US$ 100 mais caro que o iPhone 8, e o modelo Max pode custar US$ 200 a mais do que o iPhone 8 Plus. Ou seja, dois modelos mais caros, mas que podem ser muito procurados, o que aumentam as chances da Apple faturar mais.

E com os demais fabricantes não deve ser diferente. É difícil de acreditar que alguma marca vai voltar a apostar em um smartphone com tela de 5 polegadas ou menos. As chances de um produto com essas dimensões vingar no cenário atual são muito pequenas.

Para a infelicidade dos usuários que gostariam de ter um smartphone menor e mais confortável para usar com apenas uma das mãos ou para transportá-lo no bolso da calça, os telefones serão cada vez maiores, com telas maiores.

E em um passado não muito distante, muitos de nós reclamamos da tela do Galaxy Note original (de 2011), que contava com 5.3 polegadas de tela na época.

Que coisa, não?