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Como se precisasse da ciência para comprovar isso…

Um estudo realizado pela Universidade de Gante (Bélgica) concluiu que a direita e as suas ideias estão associadas com um determinado tipo de personalidade. O estudo liderado pelo professor Alain Van Hiel e publicado pela revista Emotion descobriu que os indivíduos com baixa inteligência emocional são mais propensos a aderirem à visão política de direita.

Com a palavra, o professor Alain Van Hiel (quero deixar bem claro que não sou eu que está falando isso…):

 

“Tenho um interesse de colocar vida na psicologia política e na ideologia política em particular. A observação que os adeptos de esquerda e direita tendem a divergir em tantas características psicológicas é algo surpreendente. (…) Muitos acadêmicos investigaram as bases cognitivas da ideologia em geral, e as atitudes ideológicas de direita em particular. No presente estudo, queríamos investigar se existiria uma relação similar para as habilidades emocionais.”

 

 

 

O que diz o estudo sobre a inclinação à direita das pessoas?

O estudo foi realizado em uma amostra de 983 universitários belgas, analisando as suas capacidades emocionais e suas capacidades cognitivas.

Os investigadores descobriram que as pessoas com capacidades emocionais mais débeis, particularmente sobre a compreensão e o manejo emocional, tendiam a obter uma pontuação mais alta em uma medida de autoritarismo de direita e orientação de domínio social.

Logo, estas pessoas poderiam estar mais de acordo com frases do tipo “o poder é da maioria” ou “a raça branca é superior a todas as outras”.

Pensamentos de direita.

Conclui o professor Van Hiel:

 

“Os resultados do estudo foram unívocos. As pessoas que respaldam a autoridade e os líderes fortes e que não se importam com a desigualdade, as duas dimensões básicas subjacentes da ideologia política de direita, mostram níveis mais baixos de habilidades emocionais.”

 

E, antes que os “especialistas políticos” que vão ler esse post no futuro comecem a me xingar ou a xingar o estudo, o próprio acadêmico enfatiza na observação que tal conclusão não pode se estabelecer como uma regra:

 

“As pessoas cognitivas e emocionalmente inteligentes também podem tomar decisões equivocadas.”

 

Insisto: nem precisava de estudo para chegar a esta conclusão. Basta olhar para o Brasil em 2019, que é bem fácil concluir o mesmo.

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.


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