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PayPal encerra contas de pagamento no Brasil, e isso foi um erro grosseiro

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Vou confessar que uso o PayPal por obrigação. A maioria dos anunciantes internacionais do TargetHD.net optam pelo pagamento através deste serviço, mas isso está mudando até mesmo lá fora, já que vários parceiros estão recomendando o uso do Payoneer para pagamentos em moeda estrangeira.

Logo, ainda sou obrigado a usar o PayPal. E obrigação não tem nada a ver com gosto ou preferência, obviamente. E, de certo modo, vejo que não estou sozinho no descontentamento com as decisões recentes que a empresa tomou no Brasil.

O PayPal conseguiu dar dez passos atrás ao retirar as contas de pagamento e o saldo em carteira no Brasil. Ou quis deixar todo mundo como refém dos seus serviços, o que é algo ainda mais irritante.

 

PayPal mudou as regras do jogo, e isso só favoreceu ao próprio PayPal

Para começo de conversa, o PayPal nunca foi um serviço perfeito, e isso é até aceitável, pois nada é perfeito neste mundo. O problema estava nos erros grosseiros que a plataforma estava cometendo nos últimos tempos como, por exemplo, oferecer R$ 50 promocionais para todos os clientes e, horas depois, retirar o benefício de todo mundo.

Em tempos onde as transações eletrônicas se tornaram muito mais relevantes e “tempo é dinheiro” (literalmente), o PayPal tomou a pior decisão possível para os clientes ao encerrar as contas de pagamento dentro da plataforma.

Com isso, o PIX também acabou no PayPal, o que fez com que os usuários que recebem pagamentos dentro da plataforma (é o meu caso, já que trabalho com a internet e o meu principal ativo no blog é a publicidade) não pudessem mais transferir de forma instantânea o dinheiro acumulado no saldo da conta.

Aliás, guardem esse termo: “instantânea”. Ele será importante para nós mais adiante.

O fim das contas de pagamento no PayPal também resultou em outro problema sério para muita gente: agora, não é possível acumular dinheiro dentro da plataforma, ou utilizar o saldo disponível para realizar pagamentos de contas e serviços nacionais ou internacionais.

Desse modo, todo mundo foi obrigado a cadastrar um cartão de crédito ou débito para realizar o pagamento desses serviços. Sem falar que também passou a ser obrigatório o cadastro de uma conta bancária para transferir o dinheiro recebido “automaticamente” para o cliente.

E aqui, o que o PayPal quer dizer com “automático” é “você não tem o menor controle sobre quando esse dinheiro será transferido para a sua conta”. E essa é a parte mais irritante de todo o processo, pois o dinheiro pode levar entre 3 e 5 dias úteis para efetivamente estar disponível na conta cadastrada ou indicada.

De novo: “automática” não é o mesmo que “instantânea”. Antes, com o PIX, era você quem determinava quando queria utilizar os fundos acumulados no PayPal, e o dinheiro era transferido em segundos.

Bons tempos que não existem mais.

 

Tiro no pé

Não tem como definir a decisão do PayPal como outra coisa que não seja um enorme tiro no pé.

Para aqueles usuários que acumulavam um saldo no serviço para utilizar quando realmente era necessário (era o meu caso), o serviço ficou péssimo. De novo: estamos em pleno 2022, onde o PIX deixou as transações financeiras no Brasil muito mais ágeis e práticas.

Logo, qualquer mudança que vá na direção contrária dessa agilidade e praticidade é um erro grosseiro. Até parece que quem comanda o PayPal é o gerente de um banco tradicional, que insiste em ver a tecnologia como a grande inimiga neste processo.

Também fica a impressão que o PayPal quer fechar as portas no Brasil, dando a entender que o país deixou de ser atraente para os interesses da empresa. Algo que até eu teimo em não querer acreditar, pois seria algo muito redutivo pensar que um país de dimensões continentais deixou de ser atraente para qualquer player do setor de tecnologia.

Não é mesmo, HTC e Sony (ambas no mercado de smartphones)?

É difícil pensar que o PayPal vai voltar atrás neste ponto, e tudo indica que termos que aceitar os fatos como eles são. Os usuários foram notificados sobre as mudanças ao longo do mês de julho de 2022, e o novo modelo de negócios da empresa entrou em vigor no Brasil em agosto do mesmo ano.

Por outro lado, a nova fase do PayPal começou problemática, pois o serviço de “transferências automáticas de fundos” apresentou problemas como falhas nas transferências e demora na entrega do dinheiro nas contas indicadas.

No final, o PayPal complicou a vida de todo mundo “de propósito”. Está vendendo uma dificuldade para obter uma facilidade que só atente à ela mesma. E isso pode ser um tiro no pé, pois a concorrência existe e os usuários mais insatisfeitos estão dispostos a mudar para obter um serviço de melhor qualidade.

Eu, inclusive.


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