Paul G Allen, co-fundador da Microsoft, faleceu aos 65 anos de idade, na tarde de hoje (15), em Seattle (Estados Unidos).

A notícia de sua morte foi compartilhada por sua família através de um comunicado da firma de investimento Vulcan, de propriedade de Allen. A causa de sua morte foi por decorrência das complicações do câncer que ele sofria (linfoma não-Hodgkin).

Paul Allen, além de co-fundador da Microsoft, era um nome de muito destaque no setor de tecnologia, filantropo, construtor de comunidades, conservacionista, músico e amante das artes.

Ao lado de Bill Gates, Allen fundou a Microsoft em 1975, e com a ajuda do crescimento desse verdadeiro império da tecnologia, ele pode realizar grandes doações para instituições de caridade de todo o mundo.

Paul Allen conheceu Bill Gates quando os dois estavam na Escola Lakeside em Seattle. Ele tinha 14 anos na época, e Gates tinha 12. Menos de uma década depois, a dupla criava a Microsoft.

 

 

Allen deixou o seu posto na Microsoft em 1983, quando foi diagnosticado pela primeira vez com o linfoma não-Hodgkin, uma enfermidade tratável, mas que pode ser fatal se não detectada a tempo, por conta da insuficiência respiratória ou infecções que ela pode provocar.

Depois de deixar a Microsoft, Allen voltou como acionista da Vulcan, empresa que ele mesmo criou. A Vulcan realizou investimentos no Museu da Cultura Pop de Seattle, grupo centrado no uso do machine learning para a preservação do clima, e no Stratolauch, um grande avião espacial.

Allen também tinha grande importância no mundo dos esportes, uma vez que ele era dono de duas franquias das principais ligas esportivas norte-americanas: o Seattle Seahawks (NFL) e o Portland Trail Blazers (NBA).

A Microsoft publicou um comunicado assinado pelo seu CEO, Satya Nadella, com os seguintes dizeres:

 

“As contribuições de Paul Allen para a nossa companhia, nossa indústria e a nossa comunidade são indispensáveis. Como co-fundador da Microsoft, em sua forma tranquila e persistente, criou produtos, experiências e instituições mágicas, e ao fazer isso, mudou o mundo. Aprendi muito dele – sua curiosidade, vontade de aprender e buscar os altos padrões é algo que segue inspirando a mim e a todos na Microsoft. Nossos corações estão com a família e seres queridos de Paul. Descanse em paz.”

 

De fato, a contribuição de Paul Allen para o mundo é inestimável. Poucos utilizaram tão bem os seus recursos para tentar tornar o mundo um lugar melhor. E seu exemplo pode (e deve) ser seguido por aqueles que virão.

Fará muita falta.