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Patinetes elétricos no Brasil: o hype morreu?

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Desde que os modais alternativos apareceram no mercado brasileiro, eu sempre vi essa alternativa com bons olhos. São vantajosos nos aspectos econômicos, ecologicamente sustentáveis e totalmente alinhados com a vida moderna dos grandes centros urbanos.

Eu apoiei tanto essa alternativa de deslocamento, que acabei adquirindo uma bicicleta elétrica para mim. Na verdade, em menos de seis meses eu testei três veículos elétricos diferentes (uma scooter elétrica da Mymax, uma bicicleta elétrica Mibo e a minha atual Skape Mini), e eu aprovo 100% essa alternativa.

Vou confessar que cogitei a possibilidade de adquirir um patinete elétrico para o deslocamento aqui em Florianópolis (SC), mas senti que esse tipo de produto não era para mim (sou um ser humano muito melhor quando estou pedalando). Mesmo assim, dou todo o meu apoio para quem optar se deslocar pela cidade com um patinete próprio ou alugado.

Porém, venho observando que, nos últimos meses, o mercado de patinetes elétricos no Brasil está enfraquecendo, com as empresas que prestam serviços no país reduzindo as suas operações por aqui.

Por isso, faço e refaço a pergunta proposta no título desse post…

 

 

O hype dos patinetes elétricos no Brasil… morreu?

É difícil responder sem números concretos de vendas, mas podemos seguir algumas pistas que explicam melhor o que está acontecendo.

Aparentemente, quem realmente aposta nesse tipo de veículo ainda procura alguma alternativa, ainda mais que os produtos estão tecnicamente melhores. Por outro lado, eu sinto que muita gente ou já comprou o seu patinete (o que dispensa o aluguel de um veículo) ou simplesmente abandonou essa alternativa.

E alguns motivos explicam essa queda de popularidade de forma bem clara.

Para começar, não temos até hoje uma legislação decente que permita a operação dos patinetes elétricos no Brasil. E as poucas cidades que estabeleceram uma legislação o fizeram de forma que dificultasse a viabilidade do serviço por aqui.

Ao mesmo tempo, as empresas que decidiram desembarcar no mercado brasileiro não se preocuparam que o serviço alternativo deveria contar com um preço competitivo para valer a pena. Porém, os valores eram elevados demais para o mercado nacional, não respeitando muito perfil do usuário médio de um patinete.

Some os dois primeiros itens ao fato das ruas brasileiras não serem propícias para o deslocamento desse tipo de veículo e muitos integrantes do ambiente urbano de mobilidade do país (motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres, etc) não contarem com a capacidade de respeitar o próximo, e temos um cenário de caos para quem decide andar de patinete elétrico por aqui.

 

 

Efeitos imediatos

A somatória de fatores resulta em um enfraquecimento do mercado nacional de transporte alternativo por modais elétricos, ou mais especificamente no segmento de patinetes elétricos (bicicletas e motos elétricas continuam com uma boa procura no mercado).

A Lime abandonou o mercado brasileiro, e agora Grim e Yellow retiraram os seus veículos de pelo menos 14 cidades brasileiras para apostar de forma específica nas cidades onde as empresas ainda contam com uma boa margem de uso e lucro (São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba).

Tudo bem que o Uber começou a oferecer o serviço de patinetes elétricos em Santos (SP), mas é muito pouco diante do boom que se esperava. Muitos acreditavam que a febre do serviço faria com que várias empresas estrangeiras se animassem a desembarcar no Brasil. Algo que não aconteceu, obviamente.

Volto a afirmar que eu não tenho os números de vendas de patinetes, mas o movimento das empresas que atuam por aqui deixa claro que o hype dos patinetes elétricos no Brasil morreu. Quem queria um provavelmente já comprou, e o entusiasmo do brasileiro diante de um cenário muito desfavorável praticamente desapareceu.

O que, sinceramente, é uma lástima. Especialmente em uma cidade como Florianópolis, a capital brasileira com o pior trânsito.


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