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Duas coisas são verdades absolutas. A primeira delas é que o pornô deepfake chegou para ficar, e pelo menos no momento em que eu estou escrevendo esse post, não há formas de combatê-lo. A segunda verdade é que a atriz Scarlett Johansson, com méritos próprios, se tornou uma das principais musas dos nerds que estão trabalhando com as deepfakes para materializarem de alguma forma algumas de suas fantasias mais doentias.

Pois bem, Scarlett Johansson, uma das mais afetadas por essa evolução tecnológica, está de acordo com a realidade apresentada diante dos seus olhos: combater as deepfakes é algo inútil.

Ao ser questionada sobre essa tendência em uma recentre entrevista para o Washington Post, a atriz falou sobre essa nova tendência nos vídeos para adultos, onde uma inteligência artificial insere os rostos de famosos em atores e atrizes em filmes pornográficos:

“Claramente isso não me afeta tanto, porque as pessoas assumem que, na realidade, não sou eu em um filme pornô, por mais degradante que isso pode ser. Acredito que legalmente esta é uma busca inútil, principalmente porque a internet é um buraco negro enorme que devora a si mesmo.

É uma busca que, para mim, não gera frutos. Mas é uma situação diferente para alguém que perde um emprego por causa do uso indevido de sua imagem. O fato é que: tentar se proteger da internet e de sua depravação é basicamente uma causa perdida, na maioria dos casos.”

Scarlett Johansson também garante que já coisas muito mais perturbadoras na dark web do que a deepfakes, e que o ideal é que cada indivíduo lute para defender o seu próprio direito de imagem.

Mesmo se manifestando consciente que é impossível evitar que qualquer pessoa com os devidos conhecimentos técnicos copie e cole o seu rosto dentro de um vídeo pornô.

O deepfake foi condenado por vários sites do segmento, como é o caso do Pornhub. Mas isso não impediu o aumento de produção dos conteúdos com essas características.

E uma nova queda de braço começou.

 

 

 

Via Washington Post


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