Pelo menos 18 novos modelos de Chromebooks contarão com o suporte para aplicativos Linux, graças ao suporte aos processadores Apollo Lake, implementado no Chrome OS.

O concorrente do Windows no mercado informático (e líderes no mercado educacional) passou a receber o suporte oficial aos apps Linux a partir da Google I/O 2018.

O objetivo da Google é um só: superar as limitações desses equipamentos e atrair um número maior de usuários. Por isso, o campo de ação do Chrome OS foi aumentando, com vária melhorias no modo offline e a adição dos apps Android via Google Play.

O suporte ao Linux é mais um passo em direção à essa expansão.

Isso é feito agora de forma oficial, pois a algum tempo já era possível usar o Crouton para executar o Ubuntu ou outra distribuição GNU/Linux no Chrome OS, com algumas modificações do entorno para isso.

A implementação Crostini vai oferecer uma experiência muito mais fluída e integrada. Para isso, a Google desenvolveu do zero uma máquina virtual Linux (baseada no Debian), que vai inicializar em segundos, se integrando ao Chrome OS.

Assim, quando você instalar um aplicativo Linux, ele vai aparecer com os demais apps do Chrome OS no lançador, executando o mesmo com um clique, como se fosse um app nativo. É possível mudar o tamanho da janela ou movê-la, acessando os arquivos salvos no Chromebook a partir da máquina virtual.

Entre os 18 modelos, temos dispositivos da Lenovo, Acer, ASUS e Dell com a plataforma Apollo Lake, que até agora não eram suportados. São processadores de baixa potência e consumo, mas bons o suficiente para executar aplicativos básicos do Linux.

O suporte vai aparecer nos próximos dias nos canais Canary e Developer, enquanto que o canal estável ou beta chegará com o Chrome OS v.69. Apesar do recurso ainda estar focado nos desenvolvedores, ele pode ser muito útil para o usuário final no futuro.

Em resumo: os Chromebooks acabaram de ganhar uma boa dose de músculo.

 

Via ChromeUnboxed