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Os smartphones ultrafinos com 10.000 mAh de bateria chegam em 2026

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O ano de 2025 marcou a consolidação dos 6.000 mAh como padrão para baterias de celulares Android, com modelos como o POCO F8 Ultra liderando essa tendência. No entanto, fabricantes já miram uma nova fronteira, desenvolvendo dispositivos com capacidade de até 10.000 mAh para atender à demanda por maior autonomia.

Eu disse no final do ano passado que os fabricantes de smartphones iriam finalmente entregar dispositivos com grande capacidade de bateria, graças à adoção da tecnologia de silício-carbono para os módulos energéticos.

Tudo bem, essa adoção demorou um pouco mais do que eu esperava, mas aconteceu. E agora, estamos testemunhando o próximo passo acontecer, com dispositivos ultrafinos recebendo baterias com enorme capacidade energética.

E dessa forma, estamos cada vez mais próximos do sonho de utilizar o smartphone por mais de dois dias longe do carregador.

 

O cenário de momento

Empresas asiáticas como Xiaomi, Honor, OnePlus e Realme estão na vanguarda dessa inovação, com protótipos e testes avançados. Esses aparelhos prometem carregamento ultrarrápido de 100W, permitindo recargas completas em cerca de uma hora, uma combinação ideal para usuários exigentes.

A autonomia desses novos dispositivos pode superar dois dias de uso, segundo informações filtradas. OnePlus, por exemplo, já concluiu testes com uma bateria de 9.750 mAh, que deve chegar ao mercado em breve, possivelmente em 2026.

Não é surpresa ver as marcas chinesas (e não necessariamente asiáticas) investindo pesado nessas baterias com enorme capacidade. O país é o que controla de forma plena o uso da tecnologia do silício-carbono nos módulos.

Além disso, fica a impressão de que tanto Samsung (por conta dos seus traumas do passado) quanto a Apple (por causa das restrições técnicas estabelecidas pela FCC) ainda não se sentem motivadas a apostar no silício-carbono para oferecer o mesmo nos seus respectivos dispositivos.

 

Alcançando os 10.000 mAh (e além)

Além dos 10.000 mAh, alguns fabricantes exploram a tecnologia de bateria de silício-carbono principalmente para aumentar a capacidade sem expandir o tamanho dos aparelhos. Afinal de contas, telefones com bateria gigante já existem, mas mais parecem uma powerbank com a participação especial de um smartphone.

A Honor já lançou o primeiro celular comercial com essa tecnologia, o Honor Power, com 8.000 mAh, e planeja evoluir para 10.000 mAh em breve. E outros fabricantes certamente vão seguir os passos da marca com o mesmo objetivo: telefone ultrafino com bateria enorme.

O mercado também vê modelos com baterias ainda maiores, como o Red Magic 10 Pro+ e o Vivo Y300 Pro, com 7.050 mAh e 6.500 mAh, respectivamente. Esses avanços refletem a busca por equilibrar alta capacidade e design compacto, algo antes restrito a dispositivos robustos.

Rumores indicam que alguns fabricantes já testam baterias de 12.000 mAh, sinalizando que a corrida por autonomia está longe de acabar. A expectativa é que esses dispositivos cheguem ao mercado nos próximos anos, redefinindo os padrões de durabilidade em smartphones.

É o caminho natural para os smartphones. Tal e como acontece com toda tecnologia, os avanços neste campo estão em um caminho sem volta, e os fabricantes que não entregarem essa maior capacidade energética ficarão para trás.

Para os usuários, a boa notícia é que esses smartphones ultrafinos com enorme capacidade energética já são uma realidade, e não vamos esperar muito para ver telefones com autonomia ainda maior chegando ao mercado.

E com alguma sorte podemos deixar para trás o tempo em que todo mundo colocava o telefone para carregar a bateria às 15h, pois modelos como o iPhone SE ou o Galaxy S23 não aguentam o uso intenso de um dia inteiro de trabalho.

 

Via Android Authority


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