Um recente relatório publicado pela Associação de Consumidores Which? revelou que algumas empresas podem cometer propaganda enganosa na hora de promover a duração da bateria dos seus dispositivos. E um dos smartphones que mais ‘exageram’ nesse aspecto é o iPhone da Apple.

Os fabricantes realizam vários testes com os seus smartphones antes do lançamento, e aproveitam esses testes para apresentar as especificações detalhadas e o desempenho final dos produtos. Sem contar com ferramentas adequadas, os usuários são obrigados a acreditar nesses dados e na marca em si, mas isso não significa que as empresas podem dizer a verdade.

Por outro lado, a Apple tem um tempo médio de conversação entre os nove smartphones avaliados de 19,4 horas, mas na prática esse número é de 14,8 horas, ou seja, uma autonomia 23,71% menor que o estimado. O iPhone XR passaria das 25 horas prometidas de conversação para apenas 16h32, mais de 30% de diferença para menos.

 

 

 

Não é a primeira vez que a Apple tenta enganar você

 

Não é a primeira vez que a Apple se vê envolvida em uma situação de propaganda enganosa. Recentemente foi descoberto que a empresa estava utilizando as atualizações do sistema operacional para limitar as funções dos seus iPhones mais antigos, e o mais recente caso de falhas críticas de fábrica onde os usuários acabam sofrendo as consequências.

Felizmente, o estudo deixa boas notícias para os usuários e, ao mesmo tempo, outro duro golpe contra a Apple. Empresas como Samsung ou Sony fazem exatamente o contrário, subestimando a vida útil de bateria nos seus dispositivos, pois os resultados práticos são melhores do que os teóricos.

O caso mais destacável dessa boa prática é o Sony Xperia Z5, que chegou ao mercado há três anos e com uma autonomia de bateria estimada em 17 horas. Porém, os testes demonstraram que essa bateria é capaz de aguentar até as 25 horas.

Até o momento, a Apple se defendeu alegando que os resultados que ofereceu nas especificações técnicas dos seus produtos não são incorretos, mas admite que utilizam uma metodologia diferente de medição da autonomia de bateria dos seus produtos. O que, sinceramente, não ajuda muito na hora de defender essa diferença de 30% para menos no tempo de funcionamento dos iPhones.

 

Via Which?