Os apps mais populares na era do coronavírus

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Os números sempre são frios, mas podem mostrar o comportamento do coletivo. E em momentos de crise, é fácil identificar o nível de consciência e racionalidade da população. E a dura realidade é que grande parte da população brasileira ainda não se deu conta sobre o quão grave é o cenário do coronavírus, e como depende de cada um de nós para que essa pandemia não se transforme em uma grande tragédia coletiva.

Uma das orientações mais enfatizadas pelas autoridades de saúde é a prática de respeitar o isolamento social, principalmente por aqueles que apresentam sintomas do COVID-19. Cada pessoa infectada pode contaminar pelo menos mais três pessoas, e isso pode ser evitado de forma bem simples: evitando aglomerações e visitas às pessoas com maior risco de sofrer complicações com a doença.

E os dados do site Sensor Tower mostram o comportamento de usuários de tecnologia em diferentes regiões do planeta sobre o volume de downloads de aplicativos, indicando qual é a prioridade em cada região do planeta, de acordo com as diferentes necessidades.

E é aqui que entendemos como o usuário brasileiro está se comportando (em partes) em relação ao coronavírus.

 

 

 

Lá fora, home-office e videochamadas. No Brasil, games sobre a doença

 

 

Para aqueles que vão ficar em casa, é natural a procura por aplicativos que tornam a vida desses usuários mais viável, tanto nos aspectos profissionais como no entretenimento doméstico. E o uso do smartphone naturalmente se intensificou nos últimos dias para essas finalidades.

Pois bem, o Sensor Tower, site especializado na análise do comportamento das principais lojas de aplicativos do mercado, apresentou os números de downloads de apps nos últimos sete dias, e os dados mostram como cada região do planeta está encarando a crise do coronavírus.

Lá fora, apps como Google Classroom (para ensino à distância) e Skype (videochamadas) estão entre os mais procurados pelos usuários. Algo natural, considerando que boa parte das pessoas vão seguir realizando as suas tarefas profissionais no formato de home-office, e muitos estudantes vão seguir obtendo o conhecimento com os seus professores à distância.

Já no Brasil, temos boas e más notícias sobre o comportamento coletivo diante da pandemia.

A boa notícia é que, tanto na Google Play Store quanto na Apple App Store, o app gratuito com o maior volume de downloads nesse momento é o Coronavírus – SUS, desenvolvido e chancelado pelo Ministério da Saúde, o que indica que a maioria das pessoas ao menos está procurando se informar sobre o COVID-19 pela fonte mais confiável nesse momento.

A má notícia é que não detectamos nenhum aplicativo de videochamadas, de teletrabalho ou videoconferência na lista de Top 10 de downloads nas duas lojas, com exceção de alguns apps para WhatsApp (além do próprio).

Mais: no caso do iOS, o aplicativo pago com maior volume de downloads é o game Plague, que (de forma curiosamente bizarra) tem como plot principal uma epidemia.

Ou seja, ao que tudo indica, boa parte dos brasileiros vão utilizar esse período em casa apenas para ficar em casa, dar um tempo na rotina e fazer coisas que normalmente não fazem no dia-a-dia. Bom, ao menos estão se informando sobre o assunto. Já é alguma coisa.


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