
Antes mesmo de começar: o nome dele é esse mesmo. iPhone Air. Nada de iPhone 17 Air aqui.
Dito isso…
O lançamento do iPhone Air marca um dos movimentos mais ousados da Apple nos últimos anos, e o dispositivo se apresenta como a mais acentuada renovação e design do iPhone em muito tempo.
Depois de experiências com o iPhone mini e o modelo Plus, que não tiveram o desempenho esperado, a empresa decidiu apostar em um formato inédito: um iPhone tão fino que precisou ser completamente redesenhado.
Com apenas 5,6 milímetros de espessura, ele chega como o smartphone mais delgado já produzido pela companhia, trazendo consigo uma série de inovações, mas também algumas concessões.
A seguir, exploramos os cinco pontos mais relevantes desse novo aparelho que promete dividir opiniões.
Design ultrafino e materiais resistentes

O grande diferencial do iPhone Air (e, muito provavelmente, o principal argumento para o investimento no dispositivo) está no design. Com 5,6 mm de espessura, ele é 2,2 mm mais fino que o iPhone 16 Plus, o que exigiu uma série de mudanças estruturais.
Para garantir resistência em um corpo tão delgado, a Apple apostou no titânio grau cinco combinado ao vidro Ceramic Shield 2, que promete ser quatro vezes mais resistente a estilhaços e três vezes mais resistente a arranhões.
Outro detalhe que chama a atenção no dispositivo é o novo módulo de câmera em posição horizontal, ocupando toda a largura traseira, um recurso que ajuda a acomodar os componentes internos.
Além disso, o iPhone Air mantém a tela de 6,5 polegadas com ProMotion de 120 Hz e brilho máximo de até 3.000 nits, preservando a experiência visual premium.
Bateria menor e autonomia questionável

A redução drástica na espessura inevitavelmente trouxe sacrifícios, e a bateria foi o principal deles. E esse com certeza será um grande ponto de reclamação de muitos usuários.
A Apple não divulgou a capacidade oficial, mas rumores apontam para algo em torno de 2.800 mAh, um número baixo para um dispositivo com tela grande e brilho elevado. Oficialmente, a empresa garante “um dia inteiro de uso”, sem especificar métricas detalhadas.
Para mitigar essa limitação, o aparelho é compatível com uma nova bateria MagSafe mais fina, vendida separadamente, e conta ainda com otimizações de software no iOS 26, como o modo de energia adaptável.

Apesar disso, a autonomia ainda é uma das principais dúvidas em torno do dispositivo, e o combo aqui não dá muitas perspectivas de que o dispositivo pode mesmo sobreviver a pelo menos um dia inteiro longe da tomada.
E a pior parte: pelos números, fica implícito que a Apple optou por não incluir uma bateria de silício-carbono no iPhone Air, seguindo os passos da Samsung em não apostar nas novas tecnologias para garantir uma maior autonomia de uso.
O que considero um erro das duas marcas.
Câmeras simplificadas com software avançado

Outro ponto de concessão do iPhone Air está no sistema de câmeras.
Diferentemente dos modelos Pro, o iPhone Air não traz múltiplas lentes. É apenas uma câmera principal de 48 MP com estabilização óptica, deixando de lado a lente telefoto.
A Apple aposta em processamento de imagem avançado para compensar a ausência de um conjunto mais robusto. Recursos como fotos padrão em 24 MP, zoom digital emulado e gravação combinada entre câmera frontal e traseira buscam dar versatilidade ao usuário.
A câmera de selfie, por sua vez, chega a 18 MP e inclui o recurso Center Stage.
Fim do SIM físico e chegada do chip N1

A busca pela magreza também levou ao fim do slot para cartão SIM, algo que já era uma realidade em outros modelos do iPhone.
O iPhone Air adota exclusivamente o eSIM, marcando mais um passo da Apple rumo à eliminação completa do SIM físico em seus dispositivos.
Além disso, o modelo estreia o chip N1, responsável por gerenciar todas as conexões sem fio, e o novo modem C1X, que promete ser duas vezes mais rápido que a geração anterior e consumir 30% menos energia.
O suporte a Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e Thread mostra que a Apple também pensou em preparar o aparelho para padrões de conectividade futuros.
Preços e disponibilidade

Apesar de algumas concessões em bateria e câmeras (que certamente vão gerar reclamações de alguns usuários), o iPhone Air chega ao mercado com preços que o posicionam acima do iPhone 17 padrão.
Nos Estados Unidos, o modelo parte de US$ 999 para a versão com 256 GB, chegando a valores mais altos para as opções com 512 GB e 1 TB. No Brasil, os preços começam em R$ 10.499.
Disponível em cores como azul celeste, dourado claro, branco e preto espacial, o aparelho também conta com novos acessórios, incluindo capas MagSafe e opções reforçadas de proteção.
O lançamento oficial está marcado para 19 de setembro, com pré-venda a partir de 12 de setembro.
Via Apple
