O IRC, ou popularmente conhecido como mIRC, completou 30 anos de vida, e muita gente decidiu revisar como era a internet no final do século passado.

O IRC (Internet Relay Chat) foi criado por Jarkko Oikarinen em 1988 na Universidade de Oulu (Finlândia). Buscava ser uma solução mais eficiente para a comunicação entre as pessoas, com potencial para substituir o BBS, mas que acabou focado na comunicação em tempo real.

Poderia ter ficado pelo caminho, mas como foi disponibilizado em formato open-source, fez com que centenas de milhões de pessoas tivessem acesso ao formato, através de diferentes versões.

Para quem nunca ouviu falar, esse era um programa bem simples, que permitia a comunicação por mensagens de texto, em salas de discussão ou de forma direta com um usuário em privado. Muitas plataformas atuais replicam o conceito, mas jamais com o mesmo charme do IRC.

 

 

Por muito tempo, essa foi a melhor forma de conversar com as pessoas pela internet. Era normal passar madrugadas dialogando nas salas que podiam abrigar centenas ou milhares de pessoas nos canais mais populares.

Vários rituais de conversa foram criados. Foi no IRC que as abreviações de texto na internet nasceram. Era comum ver também os recém ingressos em uma sala pedirem para ser operadores do canal (o que dava o status de silenciar e expulsar usuários), e normalmente os novatos eram orientados a dar um ALT+F4 para se tornarem operadores.

Apesar de perder o protagonismo pelo aumento de popularidade de outras plataformas de comunicação, o IRC mantém uma base saudável de usuários. É bem provável que o serviço ainda seja muito utilizado do Brasil.

Mesmo porque os internautas mais veteranos não costumam abandonar as velhas práticas online. Não por teimosia, mas pelo fator nostalgia.

Recomendo para os mais novos pelo menos o experimento com o mIRC. Pode parecer confuso e desorganizado no começo, mas é muito interessante ver como essa mecânica bagunçada funcionava de forma plena para quem viveu o auge do serviço.