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A sua internet é boa? A qualidade de sua vida digital é boa?

Se você é brasileiro e respondeu SIM para as duas perguntas do parágrafo anterior, muito provavelmente você mora fora do Brasil. Nós, que vivemos nessa terra bonita do carnaval e da corrupção, bem sabemos o quanto sofremos para ter uma internet de boa qualidade.

No mundo, cada internauta investe (em média) 6 horas e 43 minutos do seu dia conectado na internet, mas nem todos utilizam a rede mundial de computadores nas mesmas condições. Quem acompanha os sites de tecnologia já sabe disso, mas o importante no estudo realizado pelo We Are Social para o Digital 2020 é mostrar quais são os países do mundo que contam com a melhor qualidade de internet.

 

 

 

O que é a qualidade de vida digital?

 

Normalmente associamos o bem estar e a qualidade de vida a questões mais edificantes, como moradia, saneamento básico, alimentação, mobilidade urbana e segurança. Porém, a internet se tornou essencial na vida de todos, e é considerada em alguns países item de primeira necessidade.

Pensando nisso, a Surfshark realizou um estudo em 85 países para quantificar esse bem estar e qualidade de vida digital, considerando cinco fatores para essa análise: a acessibilidade, a qualidade, a infraestrutura, a segurança eletrônica e o governo eletrônico.

E os resultados nem são tão surpreendentes assim.

 

 

 

Onde está a melhor qualidade de vida digital do mundo?

 

Nos países escandinavos, obviamente.

Sete de cada dez países com o mais alto nível de qualidade de vida digital estão na Europa, e se alinha com todo o desenvolvimento na qualidade de vida das pessoas do Velho Continente. E o país que lidera o ranking global do estudo é a Dinamarca, seguida pela Suécia. O Canadá completa o pódio.

O estudo guara algumas surpresas. Por exemplo, 13 países dos 85 analisados superam a qualidade de vida digital esperada, entregando os mais altos níveis de segurança eletrônica, assim como uma conexão de internet mais acessível. São eles: Azerbaijão, Bulgária, China, Croácia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malásia, Polônia, Romênia, Eslováquia e Uruguai.

Já a lista onde a internet tem a qualidade mais baixa registrada pelo estudo também não conta com o Brasil (felizmente). Nesse caso, Bahrein, Kwait e Arábia Saudita, três países do Oriente Médio, figuram entre os piores. E aqui, a qualidade de vida digital também se alinha com a condição social da população, mesmo com os países registrando um elevado PIB. Os baixos níveis de qualidade de internet e segurança eletrônica também ajuda a explicar essa posição precária.

 

 

A qualidade de internet ajuda a garantir a acessibilidade, mas possui uma correlação mais baixa em relação a outros pilares da sociedade. Por isso, em alguns países a internet é menos acessível, mas a qualidade da vida digital é superior à média. Logo, a acessibilidade não depende nem da qualidade da conectividade, nem do nível de desenvolvimento da infraestrutura de rede.

A média mundial indica que uma pessoa precisa trabalhar 3 horas e 48 minutos para pagar a sua conexão de internet banda larga mais barata, ou 10 minutos para pagar o plano mais barato com 1 GB de dados móveis.


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