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A OnePlus decidiu atirar em diferentes frentes em 2020. Primeiro, apresentou os seus novos smartphones top de linha, que são ótimos, mas que decepcionaram vários dos seus usuários ou clientes em potencial, por causa dos preços mais elevados do que aqueles sugeridos para um possível “flagship killer”.

Talvez o problema aqui era uma falta de percepção de nossa parte. Toda empresa de tecnologia precisa gerar lucros, e marcas como Xiaomi e OnePlus não são grandes exceções dessa regra. Logo, em algum momento, ambas iriam começar a oferecer produtos que custariam mais caros do que aquilo que nós, meros mortais, gostaríamos que custasse.

Por isso, ver a OnePlus cobrando o mesmo que Samsung, Huawei e Apple nos seus modelos top de linha não chega a ser uma grande decepção na prática. É um sinal do novo normal.

Porém, a mesma OnePlus entregou uma certa “lei de compensação” ao retornar para os modelos de linha média premium com o OnePlus Nord, um dispositivo com preço bem mais acessível (e próximo da realidade e desejo de muitos usuários), mas com especificações técnicas mais que interessantes.

A relação custo-benefício nesse caso é mais chamativa, mas é preciso olhar para os detalhes para descobrir se a OnePlus realmente está oferecendo um produto que tem tudo para ser o novo queridinho dos importadores brasileiros, ou se a marca apenas colocou números em um dispositivo mais barato, mas que ainda não corresponde ao que realmente poderia valer a pena dentro de um telefone de sua categoria.

 

 

 

OnePlus Nord, suas virtudes e segredos

 

 

O OnePlus Nord acaba recebendo vários recursos que já estão presentes nos smartphones de linha média premium que foram apresentados em 2020, como o leitor de digitais abaixo da tela, por exemplo. Porém, deixa de lado complementos importantes como conector para fones de ouvido, certificação IP contra água e recarga de bateria sem fio.

Na prática, um dos grandes apelos para a compra do OnePlus Nord é o seu preço de 400 euros (preço da Europa). Ele compete de forma direta com dispositivos como o iPhone SE 2020 ou o Samsung Galaxy A71 por conta do preço sugerido. Seu corpo de plástico com vidro traseiro reforça a ideia de dispositivo de linha média premium, e com esse valor é o único a contar com uma tela que possui uma taxa de atualização de 90 Hz.

Os primeiros reviews publicados lá fora sobre o dispositivo indicam que o OnePlus Nord possui uma excelente autonomia de bateria e ótima experiência de uso. Porém (e isso é algo bem óbvio), o seu processador Snapdragon 765G fica atrás quando comparado com os seus irmãos mais completos que contam com o Snapdragon 865+ (uma comparação que nem é justa). E, talvez por causa da diferença entre os processadores, as suas câmeras não entregam resultados tão bons quanto se espera de um produto dentro da sua categoria.

Além disso, o vídeo de tortura do JerryRigEverything deixou bem claro que a estrutura do dispositivo estava comprometida com um ponto débil que permitia a dobra do telefone quando aplicada uma força em demasia, onde o resultado final desse exercício nefasto era um dispositivo quebrado e inutilizável.

 

 

 

 

É o novo queridinho dos importadores?

 

 

De qualquer forma, não dá para reclamar muito do OnePlus Nord. Primeiro, porque eu conheço muita gente (mesmo) que gostaria de ter o dispositivo para chamar de seu. Segundo, por ser uma volta às origens da marca, que aposta de novo no segmento de linha média premium para entregar uma boa relação custo-benefício para o consumidor. Terceiro, porque o seu preço é bem sensato para tudo o que oferece, com uma experiência de uso que parece única dentro dessa faixa de preço, tanto pela tela quanto pelo fork do Andorid que a marca utiliza (que, para muitos, é melhor que o Android puro).

Por tudo isso, o OnePlus Nord tende a ser o smartphone da moda pelos próximos meses. Já é muito comentado lá fora e aqui no Brasil. Tenho quase certeza que os importadores vão atrás do modelo sem muito medo de encontrar a felicidade no dispositivo chinês.

 


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