O Windows 7 (38,89%) segue como líder no mercado informático, de acordo com os dados do mês de novembro de 2018 da NetMarketShare. Já o Windows 10 (38,14%) segue reduzindo a distância, e pode assumir a liderança nos próximos meses.

O Windows 10 perdeu um décimo de cota de mercado, motivado (talvez) pelo fiasco da October 2018 Update, que ainda não chegou para todos os usuários por conta de todos os vários erros detectados na versão. A versão só ganha mercado por conta do interesse comercial da Microsoft em impulsioná-lo e não por causa das suas qualidades.

Faz anos que a Microsoft cancelou as licenças do Windows 7 para OEMs e a distribuição comercial em retail, que ainda podem ser encontradas. O sistema deixou de receber melhorias de funcionamento ou novas características, e o suporte agora se resume às atualizações de segurança.

Também deixou de receber componentes como o navegador Edge, o Cortana e as bibliotecas básicas para jogos no DirectX 12. Todas essas implementações ficaram no Windows 10 por questões comerciais e não técnicas. Não há suporte oficial para as novas plataformas de processamento da Intel e AMD ou para os dispositivos de realidade virtual baseados no Windows Mixed Reality. E o novo Office 2019 não funciona no Windows 7.

 

 

Tudo isso foi feito para impulsionar o Windows 10, em uma estratégia agressiva que não funcionou. Três anos depois do seu lançamento, a sua cota de mercado está muito abaixo dos 1 bilhão de de dispositivos ativos previstos pela Microsoft nos primeiros dois anos de disponibilidade da nova versão.

É provável que o Windows 10 supere o Windows 7 em cota de mercado já em dezembro de 2018 ou janeiro de 2019, mas isso pouco vai mudar o cenário geral. O Windows 7 possui um suporte oficial até o início de 2020, e já é “o novo Windows XP”, onde milhões de equipamentos seguirão utilizando essa versão nos próximos anos. A não ser que a Microsoft convença a todos que melhorou o Windows 10 a ponto de ser um sistema estável, confiável e seguro.

Do mais, o Windows 8.1 segue perdendo terreno, e a soma de Macs instalados (9,71%) também registrou queda. O Linux (2,08%) foi um dos poucos que registrou ganho de mercado no último mês, mesmo que seja de apenas um décimo.

 

Via NetMarketShare