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O USB-C, que chegou para ser o rei de todos os conectores, virou o bobo da corte. E a culpa é dos fabricantes. Quando a Apple lançou o novo design do MacBook Pro, ela abriu uma caixa de pandora, pois recebeu uma saraivada de críticas, depois vários elogios, e por fim, todos ficaram desiludidos com ele. E o motivo é simples: por começar a usar um padrão que iria simplificar tudo.

Implementar um cabo que poderia ser utilizado em todos os aparelhos para todas as finalidades. O USB-C entregava uma recarga muito mais rápida, eliminando várias soluções proprietárias com eficiência. Porém, na prática, isso não está acontecendo, já que os fabricantes estão complicando tudo.

 

 

Por exemplo, a OnePlus lança smartphones com carregadores USB-C, mas que são USB-C para USB-A. Sem falar que o cabo conta com pinos extra para recarga rápida DASH Charge e WARP Charge. Quando os dispositivos da marca usam um carregador qualquer, a sua velocidade é capada. Então, de que vale o USB-C nesse caso?

 

 

Boa parte dos fabricantes abandonaram o conector de áudio nos smartphones para apostar nas soluções sem fio. Porém, ainda é possível usar um adaptador USB-C para 3.5 mm… ou não!

Nem todos os adaptadores USB-C vão funcionar nos smartphones ou tablets. Inclusive a Apple que errou na implementação dessa solução, ao juntar esse conector à sua tecnologia proprietária Lightning, forçando os consumidores a comprar apenas cabos da própria Apple ou de parceiros autorizados.

 

 

Em resumo: o mercado de cabos USB-C é uma autêntica confusão. Você não pode simplesmente comprar um cabo qualquer e levar para casa: nem todos os cabos USB-C vão transferir dados, vídeo, áudio ou carregar a bateria ao mesmo tempo. É preciso analisar com calma as especificações de cada cabo para não jogar dinheiro fora.

Ou seja… o USB-C não faz o menor sentido! No lugar de tudo melhorar, só piorou. Talvez seja melhor voltar ao que era antes: com microUSB e USB-A, onde existia menos confusão, e tudo funcionava com qualquer cabo.

Simples assim!


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