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Boa parte dos usuários não sabe qual é o sistema operacional que utiliza em seus equipamentos todos os dias. E isso é bom, pois significa que os produtos e serviços simplesmente funcionam, dispensando a programação ou a instalação de softwares adicionais. Mas talvez você não saiba que serviços como a Netflix só são possíveis porque existem projetos de código aberto que servem de base e fazem todo o trabalho sujo por nós.

E quando falo de código aberto na Netflix, não estou falando do Linux ou só dele. Não existe só o Linux como único sistema com licença livre. Felizmente.

 

 

O sistema operacional que a Netflix usa é livre e potente

 

 

A Netflix usa o FreeBSD para a sua rede de servidores, e é ele o que permite que um vídeo seja executado em qualquer lugar, a qualquer momento. O FreeBSD é usado na sua rede CDN (ou Rede de Distribuição de Conteúdos), que é um conjunto de servidores espalhados pelo mundo. É melhor trabalhar assim do que todos os acessos dependerem de um único servidor nos Estados Unidos.

Para uma empresa que se baseia exclusivamente em oferecer conteúdos (como é o caso da Netflix), o CDN precisa ter algo a mais. Por isso, a empresa de streaming criou o seu CDN, o Open Connect, que tem hardware personalizado e software baseado em FreeBSD.

Os servidores foram desenvolvidos exclusivamente para oferecer conteúdos da Netflix: podem gerenciar 40 Gb/s de dados, com uma capacidade de 248 TB. Detalhe: a Netflix permite o uso de tais servidores para as operadoras de forma gratuita, o que permite a oferta do seu conteúdo mais rápida e em mercados de difícil acesso.

 

 

Por que o FreeBSD e não o Linux ou o Windows?

 

 

O FreeBSD é baseado no BSD, que por sua vez deriva do Unix. Ele usa uma licença BSD simplificada, o que oferece uma grande liberdade aos desenvolvedores. Diferente do Linux e sua licença GPL, as empresas que usam o FreeBSD não são obrigadas a publicar o código modificado do sistema original.

O mais surpreendente é que a Netflix não usa a versão mais estável do FreeBSD, mas sim a versão mais atual. Isso permite obter novas funções e correções rapidamente, compensando o custo adicional de manter o sistema.

Mas o principal motivo pelo uso do FreeBSD é pelo desempenho, com taxas de 90 Gb/s nas conexões codificadas, consumindo apenas 55% da CPU em um sistema com 16 núcleos a 2.6 GHz.


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