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Eu usei esse termo várias vezes como uma arma. Fanboy é um cara que ama uma marca de forma irracional, defendendo a mesma com unhas e dentes, não importa o que aconteça. O cliente-devoto que não usa a razão quando alguém critica a marca, e ataca sem piedade os seus rivais.

O tempo passa, e o fanboy não morre. E o comportamento irracional não teria muito sentido sem um ingrediente crítico: os sentimentos. Tal duelo não tem vencedores ou perdedores. Ou melhor, os verdadeiros vencedores ficam sempre em segundo plano, alimentando a briga.

 

 

 

Converter os consumidores em fãs

 

As próprias marcas alimentam o hate e querem transformar consumidores em fãs, e fazem o possível para alcançar tal objetivo. E há claras motivações econômicas por trás disso. As marcas de tecnologia atuam como namorados que querem dar prazer para as suas parceiras, demonstrando que se importa com eles e fazendo com que os mesmo se sintam especiais para criar vínculos emocionais indissolúveis. É como a relação do torcedor de futebol com o seu time: torce a vida toda pelo mesmo time. Porém, as fronteiras do mundo da tecnologia não são tão delimitadas, o que deixa o rompimento com uma marca algo mais complexo.

 

 

Um fanatismo que elimina a razão?

 

Olhando pelo aspecto econômico, estabelecer barreiras de saída para um cliente é altamente rentável para a marca. E a melhor forma de fazer isso é fidelizando o usuário. Agora, o consumidor pode fazer uma compra irracional por ser fanboy? Sim, existe essa possibilidade. O ser humano tende a vincular-se emocionalmente com grupos e faz isso desde sempre, por uma simples questão de sobrevivência.

Um grupo que começa a potenciar o lado positivo de uma marca, ao mesmo tempo que minimiza o negativo. Isso explica porque alguns usuários do iPhone ou Android primam a defesa ferrenha de sua plataforma, mesmo contando com problemas em alguns aspectos do software.

 

 

 

 

É possível não ser um fanboy?

 

Se você se esquivar dos fabricantes e se manter frios diante das intenções explícitas das marcas em tocar o seu lado emocional, você já venceu uma grande batalha, mas não a guerra.

As marcas jogam com outra marca poderosa: os custos da mudança. Se você investiu um grande dinheiro em aplicativos e acessórios para o seu smartphone, por que trocar a essa altura do campeonato? A tática de terror aposta na irracionalidade, e a maioria volta a ver o atual smartphone com bons olhos, mesmo que sem o mesmo brilho de antes.


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