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Talvez você que caiu nesse post e é um fã incondicional dos produtos da Apple já conhece essa explicação, mas é sempre importante lembrar ao amigo leitor que não é todo mundo que nasce sabendo das coisas, sem falar que a nossa audiência é rotativa, o que nos leva a crer que outras pessoas podem vir a ter essa mesma curiosidade.

É fato que a Apple é (muito provavelmente) a marca de tecnologia mais influente do mundo, e seus produtos são conhecidos em todo o planeta. Inclusive na Coreia do Norte, que rejeita os americanos a todo custo. E durante quase duas décadas, todos os dispositivos da gigante de Cupertino tiveram o seu nome precedido pela letra i.

Exemplos: iPhone, iPod, iPad, iTunes, iMac…

Porém, nem sempre foi assim. E até mesmo nos últimos anos, deixou de ser. Logo, chegou a hora de desvendar o mistério que dá título a esse post: o que significa o i dos dispositivos da Apple.

Ou pelo menos tentar responder essa pergunta, pois a resposta tende a não ser tão simples de responder.

 

 

 

O que significa o i do nome dos dispositivos da Apple?

 

 

Na verdade, não existe uma resposta concreta para esta pergunta, e a Apple moldou sua resposta de acordo com a sua conveniência.

O i começou a ser utilizado nos nomes dos dispositivos da Apple pela primeira vez em 1998, como o iMac. Durante a sua apresentação, Steve Jobs explicou o significado para o prefixo i:

 

“A união da emoção que a Internet proporciona com a simplicidade do Macintosh. É isso que queremos oferecer aos consumidores que nos dizem que querem um computador para aceder à Internet de forma fácil e rápida.”

 

Uma resposta, simples, direta e objetiva. Certo? Mais ou menos… a explicação não acaba aqui.

Para Jobs, o i era de internet, que chegou nas casas das pessoas cinco ou seis anos antes, com apps e um hardware que começavam a voltar o seu olhar para a grande rede mundial de computadores. A maior inovação do século começava a ganhar protagonismo para a Apple, que se preparava para um futuro de dispositivos conectados que bem sabemos como foi.

Logo, a escolha seria lógica nos futuros produtos da empresa, e o i se fez presente nos demais dispositivos lançados nos anos seguintes, como iPhone, iPad, iTunes, iMac, etc. Todos esses dispositivos estão, de alguma forma, associados à internet. Porém, a regra não se encaixa ao primeiro iPod, que era totalmente offline.

 

 

Então, um vídeo do passado que foi resgatado mostra o mesmo Steve Jobs afirmando que o i tem outros significados:

 

“Internet, Individual, instruir, informar, inspirar … Pode ser, pode significar quase tudo que a Apple deseja … e isso começa com eu , é claro…”

 

Diante dessa explicação, qualquer uso que a Apple der para o i na frente de cada nome é considerado válido. Porém, o mais curioso de tudo isso é que a gigante de Cupertino deixou de usar o tal prefixo i nos seus últimos produtos que chegarm a ao mercado.

Não percebeu isso? Então, observe: Apple Watch, los AirPods, Apple TV, Apple Arcade, etc.

 

 

 

E no caso do iPod?

 

 

Uma excelente pergunta.

Ao que tudo indica, o iPod só recebeu o i no prefixo por uma pura questão de marketing mesmo, e não para receber uma associação direta com a internet. Só se essa associação for indireta ao pensar que o iTunes poderia se conectar à rede mundial de computadores.

Considerando que o tocador de músicas lançado originalmente em 2001 não contava com a conectividade à internet, ele só reforçava o conceito de marca que foi adotado até a mais recente mudança de perspectiva de marketing para os seus produtos. Mesmo assim, não temos uma explicação racional para essa mudança.

Podemos estar diante de uma mudança de perspectiva da Apple, ou uma simples mudança por uma questão de marketing. Muitas outras marcas copiaram essa ideia de prefixo, mas a gigante de Cupertino claramente quer reforçar o seu nome de marca e, ao mesmo tempo, impedir que outras empresas copiem esse nome.

A não ser que comecem a batizar outros produtos com o nome Apple. Aí é cópia descarada mesmo.

 

 

Via Mashable


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