O PS5 foi confirmado pela Sony, e só chega ao mercado em 2020. A empresa promete um produto de qualidade com preço equilibrado, mas eu estou naquele modo “só acredito vendo” para tudo nesse mundo. O hype exagerado em torno do console me obriga a esclarecer algumas coisas, e fazer uma análise de tudo o que sabemos DE VERDADE sobre o console de videogames da próxima geração dos japoneses.

 

 

PS5 em 2020, e não em 2019

 

 

A Sony não estará na E3 2019, e um dos motivos é o não lançamento do PS5 nesse ano. O console só fica em 2020 por uma escolha estratégica dos japoneses, e também para um lançamento alinhado com as novas tecnologias de hardware dos seus parceiros.

Vale lembrar que aconteceu mais ou menos a mesma coisa com o PS4, que chegou ao mercado em 2013, mas foi comparado com um PC de linha média nas especificações. E isso o gamer mais entusiasmado tem que ter em mente em relação ao PS5 também: o console chegar em 2020 vai entregar mais ou menos o mesmo efeito.

 

 

Resolução, temos de carga, qualidade e fluidez

 

 

Dizer que o PS5 pode rodar jogos em 8K é um erro colossal. Esse é o máximo teórico do console, mas não na prática. Só agora o 8K está engatinhando no Japão. Por que a Sony ia forçar a barra nessa resolução em escala global? É dar tiro no pé.

Ter uma GPU potente não define a potência real de uma GPU em jogos, e nem dá uma estimativa aproximada do que podemos esperar nesse sentido. Logo, todos vão ter que esperar o que o conjunto de hardware pode realmente fazer com jogos a 3840 x 2160 pixels e 30 ou 60 fps.

Os tempos de carga devem ser menores com o SSD, mas tal parâmetro não se define apenas pela velocidade do dispositivo de armazenamento. outros fatores influenciam, como processador e RAM.

 

 

E sobre a renderização?

 

 

Você pode ver como a tecnologia de renderização trabalha bem (ou não) em um jogo de videogame através dos efeitos de luzes e sombras, reflexos e refração, oclusão ambiental e sobras e outros detalhes visuais.

Os efeitos podem ser gerados na resolução nativa do jogo ou em resoluções inferiores, e esse fator será determinante no desenvolvimento da próxima geração de consoles. Renderizar pela metade da resolução nativa afeta de forma significativa a qualidade da imagem, mas com o upscalling que todos os sistemas adotam hoje podemos alcançar resultados aceitáveis, somando com as técnicas de pós-processamento e suavizado temporal.

Ou seja, não espere do PS5 efeitos visuais no mesmo nível que uma placa gráfica RTX série 20 da NVIDIA, pois isso não é possível por não ter um hardware dedicado a trabalhar com tal método de renderização.

 

 

Notas finais

 

 

O PS5 será um console que vai superar o PS4 em todos os sentidos, mas as melhoras mais importantes são:

– CPU que permite o desenvolvimento de jogos mais complexos, com uma IA e animações superiores.
– SSD que reduz os tempos de carga de jogo.
– Maior memória unificada, permitindo a criação de mundos maiores e texturas de maior qualidade.
– Uma boa experiência gráfica em jogos de nova geração com 4K a 60 fps.

O PS5 não vai render no mesmo nível que um PC top de linha de 2020, mas como um ótimo equipamento de linha média. É provável que o seu preço final seja de US$ 499.

Há quem diga que o Microsoft Scarlett consegue ser ainda mais potente que o PS5, com um design interno superior para oferecer uma certa modularidade para atualizar alguns componentes de forma simples. É esperar para ver se é assim mesmo. O Xbox Scarlett não deve ser totalmente atualizável, mas poderá atualizar em segundos alguns itens.

A vitória na batalha entre os consoles da próxima geração será decidida através dos jogos e serviços exclusivos. Inicialmente, parece que a Sony tem vantagem nesse aspecto, mas não dá para desvalorizar a Microsft. É só lembrar que todo mundo riu do Xbox 360, e ele terminou a sua geração como grande vencedor.