O atoleiro em que a Huawei se meteu está dando o que falar. E não é para menos. O duro golpe imposto pelo governo dos Estados Unidos acertou a gigante chinesa não apenas no mercado de telefonia, mas até os computadores portáteis como o Huawei MateBook estão em risco.

A Huawei pode ficar sem os processadores Intel para o seu portátil MateBook, e a Microsoft, apesar de não se pronunciar, pode também encerrar relações com a gigante chinesa. E isso já gera reflexos sérios, como o desaparecimento dos portáteis da Huawei das lojas da Microsoft.

 

 

Os notebooks da Huawei estão em perigo

 

A Microsoft já estaria tomando medidas para acatar a ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, e o primeiro passo foi o desaparecimento do Huawei MateBook X de sua loja online. E esse é um dos melhores produtos do mercado, mas um notebook sem uma licença do sistema operacional não é uma alternativa viável, de modo que deixar de vender o produto é algo ‘menos pior’.

 

 

O que vai acontecer com os notebooks da Huawei e as atualizações do Windows?

 

De acordo com o veto norte-americano e ao retirar a licença do Windows dos notebooks, os novos portáteis da Huawei não podem contar com o sistema operacional da Microsoft, e os chineses teriam que buscar uma nova alternativa. Os notebooks atuais estão licenciados, e podem executar o Windows normalmente, sem deixar de funcionar de um dia para outro.

O que a Microsoft pode fazer é bloquear as atualizações apenas dos notebooks da Huawei, e a lógica diz que a Microsoft não vai fazer isso, permitindo que os modelos atuais ainda recebam os updates, por diferentes motivos:

1. As atualizações do Windows podem ser instaladas manualmente pelos usuários.
2. Os usuários poderiam saltar os sistemas de bloqueio por engenharia reversa.
3. Qualquer sistema de detecção e bloqueio de atualizações poderiam ser saltados facilmente.
4. Huawei e Microsoft contam com um acordo como OEM, onde as licenças do Windows 10 são cedidas para serem incorporadas aos computadores. O bloqueio não tem caráter retroativo, e isso deve seguir em pé.

Em teoria, as medidas também podem afetar os servidores da Huawei, que opera com solução de nuvem híbrida via Microsoft Azure Stack.

 

 

A Huawei teria um estoque de processadores Intel e Qualcomm para seguir fabricando novos notebooks por três meses. Depois disso, os modelos do MateBook não poderão receber chips das duas marcas. Mesmo com solução própria para os dispositivos móveis, não há tempo para criar processadores e chips para computadores. E a AMD não é uma alternativa, pois é outra empresa norte-americana.

O ‘ás’ na maga da Huawei é o tal plano B que a própria empresa afirmou: um sistema operacional que funciona em computadores, smartphones, tablets e outros produtos. Porém, não sabemos quanto tempo que esse novo software vai levar para chegar ao mundo.

Por isso, muita calma nessa hora.

A proibição nesse momento está congelada, e tudo indica que Huawei e governo dos Estados Unidos vão se posicionar na mesma mesa para negociar. Se um acordo não acontecer, a Huawei pode ser obrigada a suspender o MateBook, ou em definitivo ou até que o seu próprio hardware esteja desenvolvido.

A Huawei, no pior cenário, pode ser obrigada a abandonar o mercado de computadores portáteis. O MateBook vende nos Estados Unidos, e não sabemos se todo esse cenário afeta as vendas de a assistência técnica de outros mercados globais.

O jeito é prestar muita atenção nos próximos três meses.