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O que penso dos Googlebooks, os notebooks que combinam Android com Gemini

A gigante de Mountain View finalmente tirou do papel um projeto que vinha sendo especulado há tempos. Os Googlebooks são oficiais e, mais uma vez, o Google aposta nos notebooks para conquistar diferentes perfis de usuários.

Mas agora, com um importante diferença.

A pré-venda dos primeiros Googlebooks foi aberta, marcando a estreia de uma categoria de notebooks que mistura a base do Android com elementos do ChromeOS e recursos do Gemini.

O novo sistema operacional Googlebook OS é o principal destaque dessa nova categoria de produtos. Ao mesmo tempo, é a tentativa do Google de se recolocar em um jogo que está perdendo de goleada para Apple e Microsoft.

A partir de agora, o que você precisa saber sobre a iniciativa, e o que eu penso de tudo isso.

 

O que é o Googlebook, afinal de contas?

Na prática, o Googlebook é uma plataforma de notebooks desenvolvida pelo Google em conjunto com diferentes fabricantes, e não exatamente uma iniciativa para lançar hardware próprio.

O que não deixa de ser um movimento inteligente.

A gigante de Mountain View segue investindo na fabricação de hardware, mas claramente está focada naquilo que mais importa: os smartphones.

Se outras marcas podem fabricar esses notebooks com o novo sistema operacional, ótimo. É a garantia de que bons produtos vão chegar ao mercado, o que ajuda a garantir uma boa visibilidade da plataforma junto ao grande público.

Os equipamentos rodam o chamado Googlebook OS, um sistema construído sobre a pilha nativa do Android e um kernel Linux, com suporte a processadores das arquiteturas x86 e Arm.

Isso vai ajudar na maior adaptação dos aplicativos do Android ao formato de computador portátil. O ChomeOS tentou fazer isso, mas não foi muito competente na execução.

Talvez porque os (agora) finados Chromebooks não eram tão potentes no hardware. E trabalhando com um sistema operacional bem mais limitado (que, na verdade, nada mais era do que um fork do navegador Chrome), rodar os apps do Android nele poderia ser uma tortura.

A interface do sistema lembra bastante a de um Chromebook, mas adota o visual Material 3 Expressive. Isso deve ajudar a minimizar a curva de aprendizado dos usuários em relação à nova plataforma.

Além disso, os aplicativos Android rodam de forma nativa, o que pode facilitar a vida de quem já usa esse ecossistema no celular.

 

Quanto custa a brincadeira (e quando chega ao Brasil)

Os aparelhos chegam ao mercado norte-americano no dia 4 de outubro, com preços que partem de US$ 899. A lista de fabricantes parceiros inclui Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo, empresas que já têm experiência em produzir máquinas para o ecossistema do Google.

Uma observação importante: até o momento, não há confirmação oficial sobre preços ou datas de lançamento dos Googlebooks no Brasil. Qualquer informação sobre chegada ao mercado brasileiro, portanto, deve ser tratada como especulação (pelo menos por enquanto).

 

O que penso dos Googlebooks

Não posso culpar o Google por tentar.

Me agrada a ideia de que, de alguma forma, alguma empresa está tentando desafiar a supremacia do Windows e o avanço do macOS nos mais diferentes campos.

Neste sentido, entendo que a tentativa com os Googlebooks é válida e necessária.

Se o Google queria seguir investindo no segmento de desktops, precisava fazer esse movimento. Inclusive com o lançamento de um novo sistema operacional.

Vendo de longe, vejo o Googlebook OS mais apto e preparado para se fazer mais presente como plataforma multifacetada.

E aproveitar o fato de permitir trabalhar com o ecossistema do Android de forma mais fluída e integrada do que os seus concorrentes diretos pode ser o segredo do sucesso do novo sistema nos desktops.

A minha grande dúvida aqui é justamente a parte do Google.

Será que a gigante de Mountain View, historicamente conhecida como “empresa beta”, está encarando a iniciativa dos Goolebooks como algo a sério?

Ou tudo o que estamos testemunhando nada mais é do que mais um dos intermináveis experimentos da empresa?

Entendo que, considerando o fato de que o Google estabeleceu parcerias com algumas das maiores fabricantes do setor de computadores portáteis do mercado (a ponto de, muito provavelmente, deixar a Microsoft bem irritada com isso), seria muito estranho ver a empresa abandonando os Googlebooks em um curto espaço de tempo.

Logo, parte de mim quer acreditar que esses produtos chegaram para ficar.

Acredito que existe sim um potencial de expansão da proposta em diferentes mercados que são dominados pelo Android, inclusive com a possibilidade de oferecer notebooks que sejam versáteis, com longa autonomia de bateria e preços competitivos.

Mas só terei certeza se minhas crenças fizerem sentido quando as primeiras unidades desses notebooks desembarcarem no mercado brasileiro.

Vamos dar tempo ao tempo.

 

Via TechPowerUp, Showmetech, Mundo Conectado