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O que o ChatGPT Atlas tem que o Google Chrome (ainda) não tem

O ChatGPT Atlas é a maior ameaça à dominância do Google no segmento de navegadores web e, por tabela, na forma em como pesquisamos na internet. A proposta da OpenAI promete virar um jogo que antes era dominado pela gigante de Mountain View de forma quase implacável.

Apesar dos dois browsers utilizarem o mesmo núcleo, o Chromium, o ChatGPT Atlas conta com diferenciais substanciais para que muitos analistas afirmem que o Google Chrome agora tem um adversário de peso.

Vamos aqui mostrar de forma mais clara quais são essas diferenças do novo software, e por que o Google tem que se preocupar com tudo o que foi apresentado até agora sobre a proposta da OpenAI.

 

Por que o ChatGPT Atlas é diferente do Google Chrome?

Porque o navegador web da OpenAI possui uma profunda integração com a sua inteligência artificial na experiência de navegação, algo que foi parcialmente capado pelo Google quando integrou o Gemini no Chrome.

O ChatGPT Atlas lembra o contexto do site que visitamos para complementar o que pesquisamos na barra de endereços, dando o senso de continuidade e complementação da experiência de pesquisa realizada, algo que o Chrome não consegue fazer (por enquanto).

Mas o grande poder do ChatGPT Atlas é mesmo o seu Modo Agente, que basicamente assume o controle do navegador web pelo usuário.

Com ele, o software pode realizar ações contextualizadas pelo usuário. Por exemplo, se você faz uma pesquisa de viagem para os Estados Unidos, ele pode consultar quais companhias aéreas vendem as passagens mais baratas (e fechar a compra), consultar e reservar os hotéis, planejar todo o passeio, verificar e alugar carros…

Tudo isso, de forma automática e contextualizada.

O que salva o Google neste caso é que o Modo Agente não é para todo mundo: é só para quem paga os planos Plus, Pro e Business do ChatGPT.

 

As limitações do Modo Agente

Não podemos nos esquecer que o Modo Agente do ChatGPT Atlas trabalha com sites que, em muitos casos, exigem o login e a senha do usuário. E para que tudo funcione, o recurso precisa ler essas informações.

Ou seja, a segurança e a privacidade do usuário são, de alguma forma testadas por uma plataforma que tem o Sam Altman como principal responsável. E isso vai levantar preocupações de alguns usuários.

Para tranquilizar os mais ansiosos, a OpenAI estabeleceu alguns limites para o Modo Agente no ChatGPT Atlas:

  • O agente não pode executar código no navegador.
  • Você não pode baixar arquivos ou instalar extensões.
  • Ele não tem acesso a outros aplicativos em nosso computador ou sistema de arquivos.
  • Além disso, ele fará uma pausa para garantir que o usuário o esteja observando antes de agir em sites confidenciais, como seu banco.
  • Ah, sim, claro… o ChatGPT Atlas não permite a navegação em sites com conteúdos adultos (+18).

E, mesmo assim, a OpenAI alerta que o uso dos agentes está sujeito a erros ou instruções maliciosas ocultas em sites fraudulentos, o que eventualmente pode resultar em roubo de dados ou ações não intencionais. Mas isso qualquer navegador web está sujeito, o que não representa um problema específico do ChatGPT Atlas.

Em resumo: a proposta da OpenAI pode sim eclipsar o Google Chrome, modificando os hábitos de navegação web de milhões de pessoas.

E é bom o pessoal de Mountain View responder a isso rapidamente, só para não perder a dominância da web em frentes relevantes.