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Para quem pretende montar ou atualizar um computador com processadores Intel, vá com calma e não se precipite. Leve em consideração algumas dicas básicas que podem ajudar a evitar erros que, por sua vez, podem resultar em um gasto de dinheiro desnecessário ou problemas a médio e longo prazo.

As dicas desse post também ajuda a eliminar alguns dos mitos mais importantes nesse tema, que ainda resultam em danos nos usuários menos experientes.

É o tipo de post que pode salvar vidas e computadores.

 

 

 

O sistema de refrigeração

 

 

Muitos processadores comercializados pela Intel não incluem um sistema de refrigeração, e muitos chips de série contam com uma capacidade de dissipação de calor limitada. Logo, é preciso ficar conscientes sobre as limitações e o correto funcionamento dos sistemas nativos e como eles vão atuar em cada tipo de uso.

Alguns processadores da Intel não exigem um uso de um sistema de dissipação melhor do que aquele já oferecido pelo fabricante. Vários chips trabalham bem abaixo dos 70 graus. Porém, quanto mais potente o chip, o seu dissipador de calor precisa ser de maior qualidade. E eu nem preciso falar no caso dos computadores gaming (série K): aqui, o investimento no resfriamento precisa ser levado a sério.

Ou seja, um dissipador de calor dedicado não é algo indispensável até a série F. Depois disso, pode separar um orçamento para esse item.

 

 

 

A velocidade da RAM importa

 

 

Com o avanço da informática e da arquitetura dos chips, os processadores se tornaram mais potentes e mais exigentes. E para acompanhar esse potente motor, a RAM precisou evoluir.

Logo, observe com muita atenção a velocidade da RAM que você vai instalar no seu equipamento, sempre considerando a compatibilidade de sua placa-mãe com a velocidade cogitada. A combinação do padrão da memória (DDR3, DDR4, etc) com a sua voltagem máxima (2.666 MHz, 3.200 MHz) pode ter um impacto relevante no desempenho final do computador, e influenciando não apenas na experiência de uso do sistema operacional, mas também no desempenho do processador em diferentes tarefas.

Quando todos esses elementos trabalham juntos com eficiência, os resultados finais são simplesmente excelentes.

 

 

 

A obsessão pela série K

 

 

Ter um processador que pode chegar aos 5 GHz de frequência é algo muito atraente, mas não é algo imprescindível para a grande maioria dos usuários.

Se tudo o que você vai fazer no computador é produzir textos no Office ou no Google Docs, navegar na internet, ler e enviar e-mails, ver vídeos no YouTube ou Netflix e rodar alguns jogos casuais, você realmente não precisa de um processador Intel da série K, mas voltado para as tarefas de alta performance.

A série K tem chips muito mais caros e claramente voltados para tarefas bem mais exigentes, como edição de música, vídeos e fotos, desenvolvimento de software em nível mais pesado e, obviamente, os games mais exigentes. Se você não se encaixa em nenhuma dessas situações, realmente não vale a pena fazer o investimento maior. Sem falar que a Intel tem um modo turbo bem equilibrado nos seus processadores, sem falar que a tecnologia Optane ajuda (e muito) nos usuários mais casuais.

Quem sabe uma placa gráfica mais potente ou um SSD é um investimento melhor para a maioria dos usuários.

 

 

 

A placa-mãe precisa estar na sua medida justa

 

 

A mesma regra do processador vale para a placa-mãe, onde a escolha vai depender em grande parte do processador a ser adquirido e, por sua vez, do uso que você vai dar para o equipamento.

Se o processador não é da série K, você pode economizar um bom dinheiro na compra de uma placa-mãe mais barata ou com uma relação custo-benefício melhor. O ideal é que você gaste entre 1/3 e a metade do valor pago no processador para esse importante item de hardware.

 

 

 

Um olhar realista para os núcleos dos processadores Intel

 

 

Uma vez que você não precisa ser um obcecado pelo overclock, também não precisa ser um stalker de núcleos de processamento. O mínimo recomendado hoje para quem quer jogar ou utilizar aplicativos exigentes é um processador de seis núcleos e 12 hilos. Mas se o seu orçamento é maior, pode investir em um processador de 10 núcleos e 20 hilos. Porém, tais números são desnecessários para a maioria dos usuários domésticos.

Se o seu orçamento é mais curto, nem pense em passar dos seis núcleos e 12 hilos. Se você ainda pode se permitir a um pouco mais, mas ainda está no grupo dos usuários domésticos, contente-se com 8 núcleos e 16 hilos, já que o modo turbo nesse caso é bem generoso.

E, ainda assim, se o seu negócio é jogar no PC, mantenha a ideia em investir mais dinheiro em uma boa placa gráfica.


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