Com 2018 virando coisa do passado, é hora de olhar para frente. Muitas novidades vão desembarcar no mercado de smartphones no que se refere às novas tecnologias. Mas o que podemos esperar do mercado como um todo?

As portas se abrem para novos formatos de telefones, onde o limite está na imaginação dos designers. A Samsung sempre apresenta novidades nas telas, e promete lançar o seu primeiro smartphone com tela dobrável em 2019. Porém, a sua demora no lançamento fez com que outras marcas trabalhassem nas suas propostas, que devem desembarcar no mercado nos próximos meses.

Aliás, é importante lembrar que o primeiro smartphone com tela dobrável já está no mercado, através da Rouyu Technology, mas é um produto que ainda apresenta falhas que são consideradas normais, como as “rugas” que a tela apresenta, algo inadmissível em um dispositivo top de linha.

Ainda não sabemos se a Samsung vai correr o risco de desviar as atenções do Samsung Galaxy S10 para o seu novo smartphone flexível na MWC 2019. É de se imaginar que o modelo flexível vai ficar para um momento posterior, ou em um momento onde pelo menos uma das concorrentes diretas apresente um novo produto. Por outro lado, o Galaxy S10 terá que entregar novidades consistentes aos fãs.

A Huawei deve reservar o hipotético P30 para um evento próprio em março, e tem a missão de fazer as pessoas esquecerem o Galaxy S10. Para isso, vai apostar no Kirin 980, que vem acompanhado de uma tela OLED mais eficiente que a do Mate 20 Pro, oferecendo melhorias significativas na autonomia. As câmeras também receberão destaque, onde a Huawei pode se superar, apresentando um modelo que supera o P20 Pro em todos os níveis.

A HMD recuperou a parceria com a Zeiss, e deve anunciar o Nokia 9 PureView que deve contar com cinco câmeras, algo inédito no mundo mobile. Mas quantidade não é sinônimo de qualidade (Google Pixel 3 que o diga), mas a HMD aposta nesse formato, e com certeza pode entregar um produto excelente.

A OnePlus segue sem uma concorrência direta muito forte, mas vai ter que enfrentar indiretamente o Xiaomi Pocophone 2. O preço poderá seguir contando a seu favor, mas resta saber se a Xiaomi vai manter a estratégia de margem de lucro de 5%, ou se tem alguma outra carta na manga.

Na ASUS, o preço é a grande incógnita. Depois de lançar o Zenfone 5Z por um preço simplesmente apelativo, resta saber se a empresa vai seguir com a mesma aposta, ou se vai voltar aos preços ‘premium’ praticados nos anos anteriores?

Por último (mas não menos importantes), ficam as históricas LG e Sony, onde a incerteza é a palavra de ordem. Ambas sabem como prosperar, mas precisam acertar na combinação de fatores para cativar novamente o público. Será que 2019 é o ano que marca a recuperação das duas?

Teremos que esperar por 12 meses para responder a essa e outras perguntas.