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O que é vishing, e como você pode evitá-lo

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Lá vem o Eduardo Moreira apresentar mais um termo que as pessoas não conhecem ou estão tentando entender o que é…

O vishing é uma prática criminosa que está se tornando cada vez mais comum nos últimos tempos, e está diretamente relacionada com o aumento da popularidade do smartphone, adotando de forma direta o sistema de engenharia social para concretizar o golpe.

Como eu quero que você tome as devidas providências para se manter seguro e evitar essa ameaça, vamos compartilhar neste artigo todas as informações pertinentes sobre o vishing. Dessa forma, você pode tomar as providências necessárias para evitar se tornar a próxima vítima dessa prática.

 

O que você deve saber sobre o vishing

O vishing é derivado do phishing, técnica muito mais conhecida do grande público que consiste em compartilhar as informações pessoais através da suplantação de identidade de uma grande empresa. Na prática, é alguém se passando por uma grande corporação para roubar informações pessoais das vítimas que nem desconfiam de que aquele contato repentino é, na verdade, um golpe.

No caso da ameaça protagonista deste artigo, o vishing também é conhecido como o golpe de chamada dupla. Existem vários métodos para se aplicar esse tipo de trapaça, e tudo vai depender das técnicas de engenharia social utilizadas pelos criminosos. Vamos nos concentrar em dois métodos muito utilizados para mostrar como tudo funciona na maioria dos casos.

O primeiro método passa pelo envio de uma mensagem via SMS ou e-mail para a vítima, informando que foi informado um acesso não autorizado na conta bancária (por exemplo). A mensagem contém um link que, em teoria, encaminha o usuário para o site do banco quando, na verdade, envia o acesso para a ferramenta que vai permitir que os criminosos cibernéticos realizem o roubo dos dados desejados.

Neste momento, os criminosos entram em contato pelo telefone informando que o usuário foi vítima de um golpe com o envio de um link fraudulento. A vítima vai acreditar nessa pessoa por conta da veracidade dos acontecimentos e, no final, oferece diversos dados pessoais como RG, endereço completo e códigos de verificação bancária online.

Com esses dados, qualquer pessoa pode realizar de forma ilimitada as transações e compras pertinentes e sem controle por parte da vítima, que pode sofrer prejuízos enormes com essa prática.

O segundo método é o clássico golpe de chamada dupla, onde as vítimas recebem uma ligação de uma empresa qualquer informando sobre o aumento de tarifa do serviço ou cobrança alterada de uma conta. Ao desligar essa primeira chamada, a vítima recebe uma segunda ligação, de outra empresa, que oferece o pagamento daquele produto ou serviço por um preço muito mais competitivo.

Como todo mundo quer pagar menos pelas contas do dia a dia, o usuário passa os seus dados pessoais mais sensíveis para o criminoso. Lembre-se que é feito todo um trabalho prévio para coletar todas as informações possíveis das vítimas para que o golpe funcione de forma plena.

O mais comum é que “o seu banco” (e, por favor, entenda a ironia no uso das aspas) entre em contato com você para informar algum tipo de anormalidade em sua conta. Algo que, no mundo real, não acontece: o seu banco jamais vai entrar em contato com você para confirmar dados pessoais em caso de problemas e fraudes, e é você quem precisa acionar a sua instituição financeira em caso de anormalidades.

No final, qualquer outro tipo de empresa ou administração pública pode ser utilizada como fachada para tentar aplicar o golpe nos usuários mais ingênuos ou desinformados.

 

Dicas para evitar ser vítima do vishing

A primeira coisa que você deve ter para evitar ser vítima do vishing (e de outros golpes cibernéticos) é o bom senso. Bloquear o número de telefone que entra em contato com você sem a sua autorização ou números que não estão cadastrados em sua agenda de contatos pode ajudar, mas não vai resolver o problema. Os criminosos cibernéticos mudam de número de telefone de contato o tempo todo, já que comprar um chip de celular pré-pago ainda é uma das coisas mais fáceis do mundo.

Ainda dentro do que chamamos de senso comum, jamais forneça qualquer tipo de informação pessoa pelo telefone, a menos que você esteja 100% convencido que aquela pessoa que está solicitando esses dados é fidedigna ou que possui vínculo direto com a empresa prestadora de serviços.

A melhor forma de se certificar que aquela pessoa que está do outro lado da linha é mesmo um representante da empresa ou banco com a qual você quer se comunicar é:

  1. Acessando o site oficial da empresa ou banco (sem clicar em nenhum link enviado por SMS ou redes sociais – e sempre procurando no Google o endereço desse site);
  2. Encontrando o número de telefone de contato dessa empresa ou banco, localizando os canais oficiais da instituição;
  3. Telefonando você mesmo para essa instituição.

Dessa forma, você reduz drasticamente as chances de golpes por vishing. Se alguém vai aplicar um golpe em você, essa pessoa está fazendo isso por conta própria.

Quando entrarem em contato com você de forma direta por telefone para oferecer uma oferta que você não solicitou ou informar sobre problemas em sua conta bancária ou de cartão de crédito, desconfie umas dez vezes. E, se possível, use a dica final: desligue a chamada e, de forma imediata, entre em contato com o número de telefone do atendimento ao cliente que aparece no site oficial da empresa para verificar se a primeira abordagem é real ou um golpe.

Em caso de golpes, comunique a instituição envolvida sobre a prática e, em casos mais graves, faça um boletim de ocorrência sobre a abordagem, principalmente se você conseguir informações sobre o criminoso cibernético como nome e telefone utilizado para a tentativa de golpe.

No final, tudo vai dar certo. Mas aposte no bom senso antes de tudo, pois ele pode salvar vidas e evitar que você perca o dinheiro de forma absolutamente desnecessária.


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