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O que é o “price lock” da Nio, a antiga Oi

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Oi?

A Nio, nova operadora de internet brasileira que adquiriu a base de clientes e a infraestrutura da antiga Oi Fibra em março de 2024, herdou aproximadamente 4 milhões de clientes e uma rede de fibra óptica que opera em todo o território nacional.

Para chegar no mercado brasileiro com o pé na porta (e agradando os clientes que herdou para não perder esse público para a concorrência), decidiu adotar o “price lock”, garantindo que valores dos planos permanecerão inalterados até janeiro de 2028.

Uma estratégia ousada, mas que gostaria que outras operadoras que vivem de falsas promessas copiassem para tentar me agradar.

 

Como são os planos “congelados” da Nio?

Além de evitar perder clientes, a estratégia “price lock” é uma forma de estabelecer (ou pelo menos tentar) uma maior transparência na relação com consumidores, contrastando com práticas comuns no setor de telecomunicações no Brasil, frequentemente criticado por reajustes constantes e contratos com cláusulas obscuras.

Ah, se a Vivo fica sabendo disso

São três planos de internet fibra voltados para residências e pequenas e médias empresas:

  1. O Plano Essencial oferece velocidade de 500 Mb/s por R$ 100 mensais, adequado para navegação básica e streaming;
  2. O Plano Super disponibiliza 700 Mb/s por R$ 130 mensais, voltado para profissionais que trabalham remotamente e necessitam de conexões estáveis;
  3. O Plano Ultra, com 1 Gb/s, inclui roteador Wi-Fi 6 e ponto adicional Mesh por R$ 160 mensais, atendendo usuários que demandam cobertura ampliada e alta performance.

Todos os planos oferecem desconto de R$ 10 mensais para pagamento via cartão de crédito, e os clientes da antiga Oi Fibra podem migrar voluntariamente para os novos planos através do site oficial ou canais de atendimento da empresa.

 

Não dá para dizer que a Nio não está tentando…

A Nio também investiu na modernização tecnológica e na experiência do cliente. Um aplicativo proprietário está sendo desenvolvido para disponibilizar serviços como emissão de segunda via de fatura, alteração de planos, suporte técnico e atendimento direto via smartphone.

A plataforma será lançada nas principais lojas de aplicativos mobile.

Os canais de atendimento foram expandidos, incluindo novos números telefônicos, suporte via WhatsApp e plataformas digitais.

Durante o período transitório, os canais da antiga Oi Fibra continuam operacionais, garantindo continuidade no atendimento aos clientes existentes.

 

Isso vai dar certo?

A estratégia da Nio é baseada na simplificação do atendimento, redução de burocracias e utilização intensiva de tecnologia para otimizar processos operacionais. E não podemos reclamar de uma empresa que ao menos tenta estabelecer pilares que tendem a deixar o resultado final do serviço mais eficiente.

Entendo que a missão dos novos donos é, também, reorganizar a bagunça deixada pela Oi quando abandonou o mercado, e essa passa bem longe de ser uma das tarefas mais fáceis.

Ainda mais pelo fato de a Nio ser uma marca relativamente desconhecida no mercado.

A empresa busca posicionar-se como alternativa mais transparente e eficiente em um mercado tradicionalmente complexo para consumidores. E tenta fazer isso como uma marca “estreante”, que herda clientes um tanto quanto traumatizados pelos problemas causados pela Oi.

O que posso dizer?

Boa sorte para a Nio.

Vai precisar.


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