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O que aconteceria com FIFA e PES com a criação da Superliga Europeia?

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Uma das grandes tretas dos últimos dias envolveu a famigerada Superliga Europeia, onde 12 dos times de futebol mais poderosos do Velho Continente decidiram montar uma liga fechada para, dessa forma, se enfrentarem em uma competição comercialmente mais atraente nos aspectos financeiros.

Ninguém gostou dessa ideia. Nem a UEFA, nem a FIFA (que ameaçaram banir as equipes dos campeonatos atuais e até as seleções de países envolvidos) gostaram disso e, principalmente, os torcedores odiaram a possibilidade do futebol se tornar um esporte absurdamente elitista.

Mas uma das perguntas que ficaram sem respostas diante de toda a discussão envolvendo a Superliga Europeia foi: o que aconteceria com os direitos de utilização dos times e jogadores nos games das franquias PES e FIFA?

Vamos olhar para as letras miúdas e oferecer respostas.

 

 

 

As consequências da Superliga Europeia em FIFA e PES

Antes de continuar, é importante lembrar ao amigo leitor que a Superliga Europeia está morta… por enquanto. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, afirmou “batendo na mesa” (sic) que o torneio será reformulado, e que o mesmo vai acontecer em algum momento no futuro.

Dito isso, se esse futuro vier, não devemos ter muitas mudanças nos jogos FIFA e PES.

Electronic Arts (FIFA) e Konami (PES) negociam individualmente a presença dos clubes e dos jogadores nos seus respectivos jogos. As licenças das equipes estão diretamente atreladas aos times, e não aos campeonatos que eles participam.

O melhor exemplo para ilustrar este cenário é o caso da Juventus de Turim (Itália). O time de Cristiano Ronaldo tem contrato de exclusividade com a Konami e, por causa disso, ele aparece em FIFA com o nome Piemonte Calcio.

Assim como a seleção do Brasil: a CBF fechou contrato com a Konami e, por isso, a maioria dos nomes de jogadores da seleção aparecem alterados em FIFA… menos é claro o nome de Neymar Jr, que tem contrato com a EA.

Ou seja, se uma Superliga Europeia aparecer no futuro, pouco ou nada muda nesse sentido: os clubes com contratos fechados com suas respectivas editoras de jogos devem manter os status atuais, até segunda ordem.

 

 

 

Só tem um detalhe…

Se a Superliga Europeia for criada um dia, os times que participarem da competição perdem a chancela da UEFA e, por tabela, abandonam a UEFA Champions League (mas isso, na teoria e considerando o cenário atual; tudo pode mudar no futuro). Na prática, esses mesmos times só estariam presentes no game FIFA nas suas competições nacionais.

Por outro lado, a Konami teria uma chance de ouro de levar essas potências para o seu jogo, o PES. Se a editora fechar um acordo de licenciamento exclusivo com a nova liga de futebol, pode usar a imagem desses times para o game, fazendo um belo estrago na concorrência.

De novo: pelo menos por enquanto, a Superliga Europeia não vai acontecer, para a alegria daqueles que ainda querem salvar o futebol tal e como conhecemos (mesmo com todos os problemas, como o grande abismo econômico entre os times), e para a tranquilidade dos gamers que hoje ainda querem simular partidas de futebol com os seus times preferidos.


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