Compartilhe

O New York Times publicou uma matéria reveladora sobre a coleta de dados anônimos e privados dos smartphones em diferentes cidades norte-americanas, dando um claro sinal de alerta sobre um problema que é cada vez mais presente em nosso meio.

Esses dados podem ser obtidos com muita facilidade, combinando com informações públicas da web e, principalmente, dados vindos das redes sociais. Os dados de localização rastreados foram analisados por meses, com a colaboração de empresas de dados, tecnólogos, advogados e acadêmicos para a produção da matéria, e a sensação de alarme é a mesma.

 

 

Fácil de serem coletados

Além do controle de vigilância reconhecidos por alguns regimes autoritários, estamos bem longe de estar em um entorno livre da invasão de privacidade. Ainda que o controle aparente exista, as brechas também existem, permitindo tal violação dentro de uma margem legal.

O que mais preocupa nessa história é a indiferença e a colaboração dos usuários (eu, inclusive), que não são conscientes sobre a grande quantidade de dados e concessões oferecidas para empresas e outros usuários.

Desde o registro nas lojas de aplicativos passando pelos direitos concedidos aos apps e até as estatísticas e medições do dispositivo, todos esses dados são coletados com nossa autorização. Felizmente, a tecnologia atual apresenta recursos para reduzir tal coleta de dados, onde você pode administrar os dados e serviços que são coletados por cada aplicativo, incluindo o próprio rastreamento da localização.

Os usuários devem tomar as suas próprias medidas preventivas no lugar de depender daqueles que deveriam cuidar do seu bem estar e não o fazem. Mesmo que Google e Facebook sejam grandes devoradores de dados e da nossa localização, eles legalmente são obrigados a oferecer alternativas para que você possa apagar os dados coletados. E você deve remover tais dados sempre. O problema é que as empresas dificultam o processo, com um acesso ao recurso de remoção que é tedioso e em muitos casos oculto.

 

 

O que você pode fazer para manter a sua privacidade?

Com um cenário que é mais invasivo do que protegido, as opções para manter a sua privacidade segura são bem poucas. Muito mais do que se isolar de parte da tecnologia, é fundamental criar uma consciência sobre o quão importante é manter os seus dados protegidos.

Identifique e recuse permissões de aplicativos que não são necessárias, evite compartilhar muitos dados pessoais na internet e seja mais seletivo na hora de criar novos registros e contas. Crie uma conta Google secundária para fazer login em determinados sites e serviços, controlando assim parte dos seus dados pessoais que vão circular pela rede.

Por fim, e esse item é o mais difícil para muitos, evite compartilhar dados adicionais nas redes sociais, como a sua localização em tempo real.

 

Via The New York Times


Compartilhe