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A Europol, agência de inteligência criminal da União Europeia, destaca em seu último relatório que em um prazo de três meses sera cometido o primeiro ‘ciber-assassinato’. Mas… o que isso significa?

Significa que em três meses vai acontecer a primeira morte relacionada com o mau funcionamento de um dispositivo conectado, com o objetivo de acabar com a vida de uma pessoa. Segundo a Europol, as vulnerabilidades de falhas de segurança de certos dispositivos conectados vão resultar em um acidente provocado por outra pessoa.

Eles não especificam o que vai acontecer, mas podemos pensar em várias possibilidades: um carro, dispositivos conectados no lar, redes que controlam a temperatura da casa… e isso tudo justifica as preocupações do político norte-americano Dick Chenney, que decidiu a algum tempo desligar a conectividade sem fio do seu marcapasso, para evitar a ação de hackers.

O recado da Europol é um pouco inquietante, mas não há motivos para uma paranoia coletiva nesse momento. Porém, alguns estudos (como o recente feito pela HP) mostram que 80% dos objetos ‘inteligentes’ do lar não contam com nenhum recurso de segurança (como senhas confiáveis), e 70% deles usam serviços na rede sem codificação.

A Europol recomenda é que o público receba mais informações sobre o assunto, e que todos fiquem conscientes dos riscos relacionados com a ciber-segurança. Talvez o órgão precise ser mais explícito sobre os problemas que podemos sofrer.

Via Europol