
O Poco M8 5G e o Poco M8 Pro 5G chegam ao mercado brasileiro com a clara intenção de provocar, incomodar e, com alguma sorte, roubar algum público da Samsung no segmento de linha média. E não é mera coincidência ver esse lançamento chegando por aqui neste exato momento.
O dispositivo é anunciado antes que a Samsung apresente os modelos Galaxy A37 e Galaxy A57, dispositivos top de linha com enorme potencial de venda no mercado brasileiro. Chegando antes e com números tão generosos, a concorrência terá um pouco mais de trabalho para convencer o consumidor.
Mas além do preço e de toda a sedução das especificações técnicas, os novos Poco M8 complicam de verdade a vida dos coreanos quando entregam baterias generosas em um dispositivo com um corpo fino.
A bateria de silício-carbono dando as cartas novamente

O Poco M8 (a partir de R$ 3.199) pode ser mais modesto nas especificações, e até pode se dar ao luxo de ser assim. Seu processador Snapdragon 6 Gen 3 tem mais tempo de vida útil, mas ainda assim dá um bom caldo.
O grande diferencial do chip é que ele pode ser fator decisivo para ajudar a prolongar a generosa bateria de 5.520 mAh que ele abriga em suas entranhas. Sem falar na tela Flow AMOLED com taxa de 120 Hz, o que tende a ajudar no consumo energético.
A regra é basicamente a mesma para o o Poco M8 Pro (sem preço anunciado), que recebe o chip Snapdragon 7s Gen 4 que alimenta o conjunto com bateria de 6.500 mAh e tela com resolução 1.5K e taxa de atualização de 120 Hz.
Nos dois casos, a Xiaomi foi muito consciente para entregar nos dois dispositivos baterias de respeito. E esse detalhe pode ser um diferencial relevante para um comparativo direto com os concorrentes vindos da Samsung.
Uma ameaça para a Samsung no Brasil?

Desde que a Xiaomi voltou para o mercado brasileiro, a marca está se esforçando para oferecer produtos com boa relação custo-benefício, mesmo considerando o fato de que um telefone importado da marca sai mais barato. E é correto dizer que os novos Poco M8 são sim ameaças ao domínio do Galaxy A57 e 37 no mercado brasileiro.
É bem provável que a Samsung lance os seus telefones de linha média no Brasil com preços sugeridos a partir de R$ 3.500. E considerando o fato de que ainda temos uma crise de memórias pela frente, ele pode custar mais caro que isso por aqui.
Dito isso, o Poco M8 e o Poco M8 Pro podem não ser perfeitos, pois ambos contam com alguns aspectos um tanto quanto problemáticos o suficiente para ligar sinais de alerta nos mais desavisados.
Mas ver um telefone com uma bateria de silício-carbono oferecendo pelo menos algo acima da média nas especificações técnicas é algo que sempre vai chamar a atenção dos geeks mais astutos.
Não digo que é “uma grande ameaça” para a Samsung. Mas é prudente que a marca sul-coreana comece a observar com atenção para os movimentos da Xiaomi no Brasil.
Pois com esse combo de relação custo-benefício pode ajudar nas vendas do Poco M8 no mercado brasileiro.
