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Eu sou velho o suficiente para dizer que usei o pager. Fiquei fascinado com o conceito do produto quando eu o conheci, e fui uma das pessoas que se valeu desse meio de comunicação que era uma constante no segmento profissional, especialmente dentro do setor de saúde, já que eles evitavam as interferências com os dispositivos médicos.

A chegada do celular deixou o pager em completo segundo plano, e nos últimos anos poucos países defendiam o seu uso. O Japão era um desses países. Era.

O pager morreu oficialmente no Japão, e agora apenas um país do planeta mantém o serviço ativo.

 

 

Morreu no Japão, mas o pager ainda segue vivo no Reino Unido

 

 

A Tokyo Telemessage Inc. já havia informado a alguns meses que deixaria de oferecer o seu serviço de pager em 2019, e a promessa se cumpriu ontem (30), quando a empresa desativou as bandas de sinais de rádio utilizadas para a operação dos pagers (ou beepers).

Quem ainda utilizava o serviço era o setor hospitalar, para evitar as interferências de telefones móveis no bom funcionamento dos dispositivos médicos por conta das ondas eletromagnéticas, sem falar que a grande maioria dos hospitais não contam com uma cobertura decente da telefonia móvel celular.

O Japão conta com os serviços de pagers desde 1968, pelas mãos da Nippon Telegraph and Telephone Corp (NTT). Qualquer usuário poderia ligar para um número fixo da central e enviar uma mensagem que fazia o beeper ou pager vibrar ou apitar.

 

 

O produto se transformou em uma poderosa ferramenta de comunicação para trabalhadores que estavam em constante deslocamento e mobilidade, antes dos celulares conquistarem o mercado. O pager se popularizou na década de 1980, a partir do momento em que modelos mais modernos permitiam o envio de mensagens de texto entre eles. Em 1996, o Japão contava com 10 milhões de usuários do serviço, que massificou de forma considerável entre os estudantes.

Porém, o auge da telefonia móvel e das mensagens via SMS fizeram o uso do pager despencar, e o único país que ainda utiliza o serviço de alguma forma é o Reino Unido, com 130 mil unidades ativas nos hospitais. Porém, o fim do serviço naquele país está planejado para o ano de 2021. No Japão, a NTT Docomo Inc deixou de oferecer o serviço em 2007, mas a Tokyo Telemessage ainda mantinha a plataforma ativa para 1.500 usuários de Tokyo. E esses disseram adeus ao pager ontem.


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