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Todo mundo viu isso, mas o assunto ficou mal explicado.

Na última sexta-feira, 27 de agosto, a conta do Twitter do CEO do próprio Twitter, Jack Dorsey, foi hackeada. Após a invasão, várias mensagens racistas foram publicadas em sua timeline, e rapidamente a rede social (e seus responsáveis pela área de comunicação) apareceu para justificar o que estava acontecendo: a conta do chefe foi violada.

Algo bem irônico e, ao mesmo tempo, preocupante: se a conta do CEO e fundador do Twitter poderia ser invadida desse jeito, que dirá a conta dos meros mortais, como eu e você.

Mas o que não era informado até agora é como essa invasão na conta de Jack Dorsey aconteceu. E se eu disser que não só qualquer um de nós poderíamos ter a conta no Twitter violada a qualquer momento, como também só aconteceu isso por causa de uma função obsoleta da plataforma?

A conta de Dorsey foi invadida através da já obsoleta e pouco popular função de SMS, que permitia o envio de uma mensagem no Twitter através desse recurso.

Permitia, porque depois do incidente com o seu CEO, o Twitter desativou a funcionalidade.

 

 

A explicação do Twitter

 

 

A rede social comenta que está reformulando o uso dessa funcionalidade, entendendo que tal vulnerabilidade deve ser abordada também pelas operadoras de telefonia móvel em função da dependência da rede social em ter um número de telefone vinculado para a autenticação em dois passos. O Twitter informa que promete melhorar nesse aspecto também.

O recurso de envio de mensagens via SMS será reativado nos mercados que dependem dessa via para uma comunicação mais confiável, mas não estimou prazos para devolver a funcionalidade. Enquanto isso, a empresa segue trabalhando em uma estratégia a longo prazo para essa funcionalidade.

 

 

Fato é que: precisou acontecer um ataque hacker na conta do CEO do Twitter para que a rede social percebesse que haviam algumas atualizações que não podiam esperar mais. Insisto: é um fato irônico, inusitado e, ao mesmo tempo, algo bem sério.


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