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O novo Kindle básico (de 2022) vale a pena?

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Eu adoro o Kindle da Amazon. De verdade.

Ele não substituiu a minha biblioteca de livros físicos (que aumentou nos últimos dois anos e meio), mas em compensação fez com que o meu hábito de leitura aumentasse no tempo dedicado à essa atividade e por permitir que eu leve uma quantidade enorme de livros para qualquer lugar.

Agora, a Amazon apresenta a décima primeira geração do Kindle em sua versão mais básica, que recebe recursos que antes só estavam presentes nas versões mais caras.

E essa é a forma da Amazon me agradecer a todo o tempo dedicado ao Kindle e por parar o Kindle Unlimited por meses: me seduzindo para comprar uma nova versão do seu leitor de livros eletrônicos.

Vamos ver neste post se o novo Kindle de 11ª geração realmente vale o meu investimento.

 

Melhorar os pontos débeis tem um custo

O Kindle (na sua versão mais básica e sem qualquer tipo de sobrenome que indica uma edição mais cara) é o dispositivo ideal para quem quer ler livros eletrônicos e entende que não precisa pagar os valores cobrados pelas versões mais completas. Porém, até mesmo os seus usuários sabem muito bem que ele não é perfeito.

Então, a Amazon decidiu atualizar o dispositivo, que agora conta com alguns recursos que o coloca mais próximo de outros dispositivos que entendem melhor o presente que vivemos no mundo da tecnologia, além de aproximar um pouco mais a versão básica da Paperwhite. Porém, esse update tem um preço, tal e como qualquer coisa neste mundo.

O Kindle de 11ª geração aumentou a resolução na sua tela de 6 polegadas para 300 ppp. Ou seja, ele está três vezes mais nítido que o dispositivo da geração anterior, o que se traduz em uma experiência de leitura muito mais agradável.

Além disso, a versão mais acessível desse novo Kindle passa a contar com 16 GB de armazenamento interno para e-books, imagens e outros arquivos compatíveis com o dispositivo. Aqui, a Amazon quadruplicou o espaço onde o usuário pode armazenar seus livros em formato digital.

Mas a mudança mais significativa que podemos encontrar no Kindle de 11ª geração é a presença da porta USB-C para transferência de dados e recarga de bateria. Algo que, sinceramente, eu agradeço (e muito): o microUSB precisa morrer, e eu preciso parar de levar cabos diferentes na mochila durante as viagens.

Uma das vantagens da porta USB-C é que a recarga da bateria do dispositivo pode ser feita com a porta USB do computador ou de qualquer outro carregador compatível. Porém, o tempo do procedimento pode cair drasticamente se você utilizar um carregador de 9W.

A autonomia de bateria prometida para o dispositivo é de “até seis semanas de uso”. Porém, essa marca pode variar de acordo com os seus hábitos de uso e as configurações ajustadas no Kindle. De qualquer forma, dá para dizer que essa autonomia de uso é bem longa, considerando a experiência obtida com as gerações anteriores.

Do mais, o Kindle de 11ª geração mantém todos os benefícios que estão presentes no dispositivo da geração anterior, com algumas pequenas diferenças nas dimensões e peso, já que ele é mais compacto na largura e pesa apenas 158 gramas (contra 174 gramas do Kindle de 10ª geração).

 

Kindle de 11ª geração: vale a pena?

Vamos responder essa pergunta analisando o fator mais relevante para a decisão de compra: o preço.

O novo Kindle de 11ª geração tem preço sugerido de R$ 499 no site da Amazon (pagando via PIX, você recebe 5% de desconto, ou seja, R$ 474,05). O Kindle de 10ª geração ainda está disponível no mercado, com preço sugerido de R$ 449 (ou R$ 426,55) no site da gigante varejista, mas pode ser encontrado por R$ 399 nos demais e-commerces.

A Amazon conseguiu equacionar bem os novos recursos com os valores do modelo da geração anterior do Kindle básico e do que é cobrado pelo Kindle Paperwhite, modelo imediatamente acima dessa nova versão do leitor de livros eletrônicos.

Entendo que aqueles usuários que ainda não tem um Kindle e entendem que o diferenciais apresentados (principalmente o USB-C) são relevantes, o modelo de 11ª geração é o mais recomendado. A experiência de leitura tende a ser superior em relação ao modelo de décima geração.

Por outro lado, o Kindle de 10ª geração ainda é excelente para a maioria dos usuários menos exigentes, e tem tudo para se tornar ainda mais atraente quando a Black Friday chegar em novembro.

Aliás, uma dica de ouro é esperar até a Black Friday para investir nesses dispositivos. Tudo bem, a Amazon não vai oferecer preços tão competitivos quanto encontramos no Prime Day, mas ainda é uma forma interessante de economizar algum dinheiro no investimento desse produto.

Muito provavelmente eu vou adquirir essa nova versão do Kindle, principalmente por causa da porta USB-C (pois não aguento mais o microUSB). Mas isso sou eu, que tenho hábitos de leitura mais exigentes. A grande maioria dos usuários que já contam com o modelo da geração anterior não precisam se preocupar em fazer a troca neste momento.

A não ser que as novidades do novo modelo sejam realmente relevantes na sua vida.


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