Compartilhe

Se você adora tirar selfies e sente um amor próprio que é tão grande que não cabe dentro do coração (e precisa ser compartilhado nas redes sociais), você tem chances enormes de ser um narcisista. E esse comportamento pode acabar com a democracia tal e como conhecemos.

Psicólogas da Universidade de Kent realizaram um estudo onde concluíram que as pessoas com condição narcisista tem mais possibilidades de demonstrar um menor apoio à democracia.

O estudo ‘O alto narcisismo e a baixa autoestima prevê uma diminuição de apoio à democracia’ foi dirigido pela Dra. Aleksandra Cichocka, da Escola de Psicologia de Kent, e pela Dr.a Marta Marchlewska, da Academia de Ciências da Polônia.

As profissionais procuraram compreender os mecanismos psicológicos que impulsionam o apoio ou aversão à democracia, e estudaram investigações anteriores sobre o tema, referentes a como os traços de personalidade podem ser um indício da organização do mundo social.

A primeira parte do estudo analisou a relação entre os conceitos de narcisismo e autoestima saudável, e depois cruzaram os dados com as inclinações ao apoio democrático em países como Estados Unidos e Polônia.

Considerando que o narcisismo se define como uma admiração excessiva e exagerada a si mesmo, o grupo de psicólogas concluiu que este tipo de indivíduos também é mais provável que sinta que as democracias não são boas para manter a ordem, e que seria melhor se os países estivessem dirigidos por líderes militares.

Os narcisistas tendem a se sentir superiores aos demais, o que resulta em uma menor tolerância para diversas opiniões políticas.

Em verdade oposta, o estudo encontrou que as pessoas com autoestima saudável, não defensiva e confiante nos demais, contam com maior probabilidade de mostrar apoio à democracia.

Tais processos podem ter implicações importantes para as nossas atitudes sociais e políticas. E é inevitável fazer uma associação ao comportamento da grande massa nas redes socais com os recentes resultados das eleições presidenciais no Brasil.

Fica esse estudo para a reflexão.

 

Para ler mais sobre o estudo, clique aqui.


Compartilhe