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Muito se discute se o mercado de videogames é caro demais para o que os consoles e jogos oferecem, mas o mercado de segunda mão segue vivo e valorizando os games e seus usuários. Alguém vai ter a chance de jogar um jogo porque alguém que já jogou quer se desfazer dele para comprar novos jogos.

Porém, e no caso dos jogos digitais. Quem compra jogos físicos pode comercializar informalmente os títulos, mas até agora não há movimentos para a criação de um mercado secundário para as cópias digitais.

 

 

O comportamento dos preços

A queda de preços poucas semanas depois do lançamento se faz efetiva para muitos jogos. Porém, para outros títulos badalados, a queda de preços pode levar anos para a acontecer. Isso ocorre porque os preços de lançamento estão estabelecidos em parte pelo mercado e pelos recursos e vias para a sua criação.

Porém, com o tempo, em vários momentos vemos os preços caindo em datas promocionais e específicas. E as quedas de preço são provocadas pelos próprios jogadores: os games que vendem muito precisam reduzir o seu preço, em busca de novos jogadores e para ser mais atraente para o mercado como um todo.

Por exemplo, o sucesso de Grand Theft Auto V permitiu que a Rockstar congelasse o seu preço de lançamento por mais de quatro anos. Só agora ele custa a metade do seu preço original.

Witcher 3 Wild Hunter, outro sucesso nas vendas, viu a sua primeira queda de preços quatro meses depois do seu lançamento, mas alcançou a metade do seu valor original em aproximadamente dois anos.

 

 

O mercado de segunda mão

Como praticamente tudo no mundo da tecnologia, os preços dos videogames ficam mais baratos com o passar do tempo, flutuando conforme a demanda. Mas as cópias de segunda mão seguem regra própria, custando até 25% a menos que os jogos nas lojas.

Os envolvidos no setor nunca viram com bons olhos o mercado de segunda mão, já que o mesmo pode ‘canibalizar’ e reduzir as vendas do mercado primário. Porém, é exatamente o contrário na prática: quem vende o jogo usa esse dinheiro para comprar novos jogos.

É como o setor de automóveis. Quem vende um carro normalmente não quer ficar a pé, e usa o dinheiro da venda para comprar um carro novo. E o comprador de segunda mão ainda usa peças e serviços de manutenção do fabricante.

A Gamestop já confirmou que 70% do dinheiro que os jogadores recebem na venda dos jogos usados se reverte na compra de novos jogos.

Por outro lado, a própria indústria de videogames está preparando uma mudança no modelo de negócio e desenvolvimento de jogos, onde se nota uma grande tendência para o modelo gratuito com vendas de itens dentro do jogo. League of Legends e Fortnite são dois exemplos claros do que eu estou falando.


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