assistente pessoal

 

Não é brincadeira, nem coisa de maluco. Os assistentes pessoais estão mudando a forma sobre como as pessoas se relacionam com a tecnologia. O principal ganho aqui é tornar os recursos mais acessíveis para um maior número de pessoas.

Dispositivos dedicados a uma interação humana mais natural permite que as pessoas que não se relacionavam nunca com essas tecnologias passem a ter uma via de acesso à elas, de forma simples. Afinal de contas, é muito mais prático conversar com um gadget (mesmo que disfarçado em um pequeno urso) do que ficar apertando teclas, botões ou clicando em uma tela, sem saber quais são os resultados.

Nisso, idosos e crianças se beneficiam diretamente. Os idosos porque dispensam a necessidade de interagir com um dispositivo que, na maioria das vezes, eles não compreendem o seu funcionamento. É muito mais fácil para os filhos dizerem “pai, conversa com esse produto em forma de cinzeiro, que vai dar tudo certo”.

Mas como o foco principal desse post está nas crianças, os assistentes pessoais podem beneficiar não apenas na introdução do indivíduo ao mundo da tecnologia, mas o beneficiar em um espectro mais amplo, influenciando na sua vida funcional futura.

 

 

A fala e a primeira ferramenta de comunicação que o ser humano aprende. Aprendemos a falar antes de conversar, dançar, gesticular e, pasmem, conversar no WhatsApp.

Logo, faz todo o sentido do mundo ver os assistentes pessoais fazerem sucesso entre as crianças. Basta elas pedirem para o smartphone buscar vídeos do Peppa Pig, e o smartphone atende o que ele pediu. Como não fazer sucesso entre as crianças? O telefone faz algo que os adultos não fazem sempre: ouvir (e buscar vídeos no YouTube).

Com uma interface de uso mais intuitiva, e tudo partindo de um simples comando de voz, essa ferramenta estimula qualquer usuário a interagir com ela. Porém, os assistentes virtuais ainda encontram obstáculos.

 

 

É uma tecnologia que ainda está amadurecendo, em vários aspectos.

Apple, Samsung, Amazon e Google tentam limpar as arestas dos assistentes, para evitar (por exemplo) que uma equipe de marketing crie uma campanha de um lanche de fast food onde um assistente virtual fará a busca automática de informações sobre esse lanche, a partir de um “OK Google” vindo da televisão.

Sem falar que os sistemas ainda apresentam falhas que resultam em perguntas sem resposta. Qualquer tipo de resposta.

Isso pode causar na criança (e nos adultos também) o sentimento de insatisfação, levando o usuário a abandonar a tecnologia. Algo que os fabricantes não querem que isso aconteça, já que investem pesado nisso.

A boa notícia é que, além dos avanços naturais dos diferentes formatos dessa funcionalidade, temos o avanço das tecnologias de inteligência artificial, machine learning e deep learning, que futuramente vão complementar essas funcionalidades, deixando o sistema ainda mais orgânico e intuitivo.

Logo, se o seu filho quiser ficar mais tempo conversando com o urso que ele tem no quarto, ou com aquele pequeno alto-falantes na sala, não se preocupe: ele encontrou um novo amigo na vida.

E, acredite… será melhor ter um assistente virtual como amigo do que ter o seu smartphone destruído por algum acidente que o seu pimpolho vier a produzir. ;)