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O Google que conhecemos morreu. Agora, o Gemini manda nas suas buscas na internet

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O buscador do Google, tal e como conhecemos, morreu hoje (14). Com tudo o que a gigante de Mountain View contou no keynote inaugural do Google I/O 2024, uma coisa é certa: a Inteligência Artificial é a nova ferramenta de buscas da empresa.

É uma forma do Google antecipar passos. Se nos últimos dias foi especulada a possibilidade de a OpenAI anunciar um buscador próprio baseado no ChatGPT (algo que não se materializou), agora sabemos que isso vai acontecer no futuro, pois a gigante de Mountain View apresentou oficialmente sua iniciativa no mesmo sentido.

O Gemini e sua integração ao Google Search foram tão protagonistas, que o Android 15 nem deu as caras no evento.

 

Como o Gemini vai revolucionar o Google Search

O Gemini vai oferecer respostas mais resumidas e informativas para perguntas simples, e vai filtrar e priorizar resultados relevantes para as perguntas mais complexas, oferecendo informações detalhadas, imagens, mapas e outros.

Na prática, o Gemini vai trabalhar de forma diferente e mais contextualizada quando perguntamos “como limpar o teclado do notebook?” e quando questionamos “onde encontrar o melhor restaurante de comida tailandesa no bairro da Liberdade em São Paulo?”.

Tipos de perguntas diferentes terão tratamentos diferentes. E a IA vai entender melhor o que é contexto a partir do enunciado.

O Google Search com Gemini também vai permitir que o usuário crie tabelas de alimentação e exercícios personalizados, com menus para períodos de dias com sugestões de todas as refeições, imagens dos pratos e links de receitas.

Ou seja, você só acessa os links sugeridos se realmente precisar dessa informação adicional. Tudo será exibido nos próprios resultados, com o maior volume de informações possível.

E a vida de produtores de conteúdo e blogueiros como eu acaba de ficar cada vez mais complicada.

A ferramenta também prevê a integração da busca por vídeo com a ajuda da IA. Você faz o upload de um vídeo, e o Gemini vai analisar para buscar soluções para resultados que envolvem problemas em eletrônicos, inclusive fazendo o diagnóstico para o usuário.

 

Fim de uma era, início de outra

Se tem um campo onde a Inteligência Artificial pode interferir para mudar as peças do tabuleiro da internet é justamente na ferramenta de buscas.

É o caminho natural. A Microsoft pavimentou a estrada quando integrou o ChatGPT ao Bing (o que ajudou no avanço do próprio Copilot), e agora o Google faz o mesmo com o seu buscador.

A partir de agora, a simples indexação de links deixa de ser o fator mais relevante para localizar um conteúdo na internet. A variável do Gemini entra nessa equação, modificando ainda mais a dinâmica de relevância dos resultados no buscador mais utilizado do mundo.

Como produtor de conteúdo, isso pode representar ou a morte do TargetHD.net e de outros blogs menores, ou uma oportunidade para que veículos independentes voltem a ganhar visibilidade orgânica em função do aprendizado de máquina que o novo Google Search com Gemini pode oferecer.

O futuro é um tanto quanto incerto e preocupante, devo confessar. Mas não devemos ter medo do novo. Precisamos abraçá-lo como uma solução que vai melhorar a vida do grande grupo de usuários.

O Gemini no Google Search chegará primeiro aos Estados Unidos e em inglês, com planos de expansão para o futuro nos próximos meses. Para acesso antecipado, é possível fazer uma inscrição no Search Labs.


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